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05 de setembro de 2017, 10h27

Lulinha, que joga na Coreia do Sul, diz ter mais medo do Brasil do que de Kim Jong-um

“A guerra no Brasil é pior, tem roubo, assalto e os políticos”, afirma o meia de 27 anos.

“A guerra no Brasil é pior, tem roubo, assalto e os políticos”, afirma o meia de 27 anos. Da Redação* O meia Lulinha, que joga na Coreia do Sul, diz não perder o sono com a possibilidade de o país onde vive desde o ano passado ser atacado pela vizinha Coreia do Norte. O mais famoso dos 18 brasileiros que atuam por lá afirma viver totalmente despreocupado na Ásia, mesmo com a escalada de tensão na região e o risco de um conflito nuclear entre a ditadura de Kim Jong-un e os EUA, aliados históricos dos sul-coreanos. “Vou ser sincero, parece...

“A guerra no Brasil é pior, tem roubo, assalto e os políticos”, afirma o meia de 27 anos.

Da Redação*

O meia Lulinha, que joga na Coreia do Sul, diz não perder o sono com a possibilidade de o país onde vive desde o ano passado ser atacado pela vizinha Coreia do Norte.

O mais famoso dos 18 brasileiros que atuam por lá afirma viver totalmente despreocupado na Ásia, mesmo com a escalada de tensão na região e o risco de um conflito nuclear entre a ditadura de Kim Jong-un e os EUA, aliados históricos dos sul-coreanos.

“Vou ser sincero, parece que nada disso está acontecendo por aqui. Ninguém comenta nada sobre o tema. A vida está normal. Para falar a verdade, fico mais preocupado com meus pais no Brasil do que com a situação aqui na Coreia. A guerra no Brasil é pior, tem roubo, assalto e os políticos”, afirma o meia de 27 anos.

Promessa de craque das categorias de base do Corinthians na década passada, Lulinha chegou à Coreia do Sul em maio de 2016, depois de rodar por Bahia, Ceará e Botafogo e outros clubes. Desde então, vem convivendo com a preocupação da família em relação à sua segurança.

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“Sempre que minha mãe vê alguma coisa na TV, ela me liga para saber como estou. Quando fico sabendo de algo, é porque ela me ligou ou porque vi em algum jornal brasileiro. As pessoas daqui não falam sobre isso.”

O camisa 10 do Pohang Steelers, maior campeão da história do futebol asiático e sétimo colocado na atual temporada da K-League, o Campeonato Sul-Coreano, ainda nem elaborou um plano de fuga da região caso uma guerra realmente aconteça.

“É para você ver o quanto estou tranquilo. Alguns meses atrás, ouvimos uma história de que os brasileiros que moram aqui estavam indo ao consulado deixar seus nomes para um voo de emergência. Pensamos em fazer isso também, mas deixamos para lá.”

Apesar de não mostrar muito medo de um conflito na região, Lulinha está ciente de que uma eventual guerra entre Coreia do Norte e EUA fatalmente atingiria o país onde vive e teria proporções catastróficas.

“Esse cara da Coreia do Norte [Kim Jong-un] é meio maluco. E a Coreia do Sul é aliada dos EUA, então o risco existe. Mas nossa maior preocupação não é a guerra, mas sim os terremotos e tufões.”

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As tensões entre norte-americanos e norte-coreanos são históricas e vêm crescendo desde que Donald Trump chegou à Casa Branca. Nos últimos meses, Jong-un tem ameaçado os EUA  e provocando vários testes de mísseis de longo alcance e também de bombas nucleares.

O mais recente aconteceu no último domingo, quando a Coreia do Norte divulgou que explodiu uma bomba de hidrogênio, artefato que possui um poder destrutivo superior ao das bombas atômicas convencionais.

Após o teste, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, ameaçou os norte-americanos com uma “resposta militar maciça, uma resposta eficaz e esmagadora” caso seu país ou territórios aliados sejam atacados pelos inimigos.

*Com informações do Blog do Rafael Reis

Foto: YouTube

 

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