02 de julho de 2018, 08h04

Maduro diz que vitória de Obrador é triunfo da verdade sobre a mentira

"Felicito ao povo irmão mexicano e seu presidente eleito, López Obrador, para que sejam abertas as amplas avenidas de soberania e amizade de nossos povos", disse Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi mais um líder latino-americano a parabenizar o novo presidente do México, Andrés Manuel Lopes Obrador, pela vitória na eleição deste domingo (1º). O esquerdista será o primeiro chefe do Executivo a não integrar nenhum dos dois partidos (PRI e PAN) que se revezam no comando do país há mais de 90 anos.

Ao parabenizar o agora colega na chefia do executivo, Maduro escreveu: “Felicito ao povo irmão mexicano e seu presidente eleito, López Obrador, para que sejam abertas as amplas avenidas de soberania e amizade de nossos povos, com ele a verdade triunfa sobre as mentiras e se renova a esperança da Grande Pátria”, disse Maduro.

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Depois de tentar por três vezes, Obrador finalmente consquistou a maioria do eleitorado mexicano. O resultado foi anunciado no final da noite deste domingo (1º). Ele foi eleito com 53% dos votos contra 22% do representante da direita Ricardo Anaya. José Antonio Meade ficou com 15,7% e Jaime Rodriguez Calderón com 5%.

Obrador afirmou que o México passará por mudanças profundas, mas com respeito à democracia. “O novo projeto de nação buscará estabelecer uma autêntica democracia, não apostamos construir uma ditadura aberta ou fechada”, disse o novo presidente.

“As mudanças serão profundas, mas acontecerão com apego à ordem legal estabelecida. Haverá liberdade empresarial, de expressão, de associação e de crenças. Serão garantidas todas as liberdades individuais e sociais, assim como os direitos políticos consagrados em nossa constituição”.

O novo presidente procurou dar sinais ao empresariado e ao mercado financeiro ao garantir o respeito a contratos firmados antes da eleição. “O novo governo manterá a disciplina financeira e fiscal. Os compromissos estabelecidos com empresas, bancos nacionais e estrangeiros serão reconhecidos. No entanto, alertou que irá revisar contratos com o setor energético “para prevenir atos de corrupção e ilegalidade”.