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05 de fevereiro de 2019, 08h02

Mãe de Cazuza denuncia fake news de Ministro da Educação: “sem compromisso com a verdade”

Ricardo Vélez-Rodriguez, em entrevista à Veja, disse que Cazuza “pregava que liberdade é passar a mão no guarda”, frase que originalmente era do Casseta & Planeta

Ministro da Educação e Lucinha, mãe de Cazuza (Reprodução)
Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, morto em 1990, escreveu uma carta aberta ao ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez que, em entrevista à Veja, teria dito que Cazuza “pregava que liberdade é passar a mão no guarda”. As informações são de Ancelmo Gois, na edição desta terça-feira (5) do jornal O Globo. “Se meu filho estivesse vivo, tenho certeza de que ele me pediria piedade”, escreveu ela. “Mas como não sou ele e minha idade suprimiu os panos quentes, considero inadmissível uma pessoa, ocupando o cargo que ocupa, não ter a preocupação de, sem compromisso com a verdade, citar uma...

Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, morto em 1990, escreveu uma carta aberta ao ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez que, em entrevista à Veja, teria dito que Cazuza “pregava que liberdade é passar a mão no guarda”. As informações são de Ancelmo Gois, na edição desta terça-feira (5) do jornal O Globo.

“Se meu filho estivesse vivo, tenho certeza de que ele me pediria piedade”, escreveu ela. “Mas como não sou ele e minha idade suprimiu os panos quentes, considero inadmissível uma pessoa, ocupando o cargo que ocupa, não ter a preocupação de, sem compromisso com a verdade, citar uma pessoa pública”.

A frase dita pelo ministro, na verdade – que na versão original incluía a palavra “bunda” — foi feita pela turma do humorístico “Casseta & Planeta” nos anos 1980.

Na carta, Lucinha lembra que Cazuza foi a primeira pessoa pública no Brasil a assumir sua condição de HIV positivo, “o que possibilitou a luta pelo acesso universal ao tratamento, o que fez do Brasil um país reconhecido mundialmente pelo programa de Aids”.

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A mãe do artista declarou ainda que gostaria de deixar aberta a possibilidade de o ministro se retratar publicamente, “para que não seja necessário ter de tomar providencias jurídicas”.

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