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26 de julho de 2018, 07h30

Maia diz que desta vez tucanos terão que ceder mais espaço na aliança

O PSDB vai precisar entender que outras forças hoje têm poder maior do que tinham quando o PSDB foi governo e oposição", afirma

Rodrigo Maia. Foto: Agência Brasil
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirma, em entrevista para a Folha publicada nesta quinta-feira (26), que desta vez os tucanos terão de ceder mais espaço na aliança. “Não é uma eleição do Geraldo (Alckmin), do PSDB. É uma eleição do Geraldo em cima de um programa claro. O PSDB vai precisar entender que outras forças hoje têm poder maior do que tinham quando o PSDB foi governo e oposição”, disse. Ele disse ainda que as demandas da aliança “foram focadas no processo eleitoral, em nenhum momento tratamos de governo. Mas tem que entender que participar do governo não é...

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirma, em entrevista para a Folha publicada nesta quinta-feira (26), que desta vez os tucanos terão de ceder mais espaço na aliança.

“Não é uma eleição do Geraldo (Alckmin), do PSDB. É uma eleição do Geraldo em cima de um programa claro. O PSDB vai precisar entender que outras forças hoje têm poder maior do que tinham quando o PSDB foi governo e oposição”, disse.

Ele disse ainda que as demandas da aliança “foram focadas no processo eleitoral, em nenhum momento tratamos de governo. Mas tem que entender que participar do governo não é problema, o problema são as escolhas. Tem que construir, claro, uma nova relação dos partidos com o governo. A disputa política na eleição é disputa de poder. Tem muito mito em relação aos partidos do centrão, mas a verdade é que as únicas negociações foram essas”, completou.

Maia considera que com Geraldo, as questões ideológicas convergiam sem necessidade de explicação, ao contrário de Ciro, que poderia dividir o grupo.

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Maia disse também que, se o vice não for Josué Alencar (PR-MG), Alckmin terá que sentar com os partidos e escolher um nome do PP, PR, Solidariedade ou PRB”, disse. Perguntado por que não incluiu o DEM, ele respondeu que o partido hoje tem a presidência da Câmara. “Para manter a gente unido, todos têm que ter a oportunidade de participar da chapa majoritária”, encerrou.

Leia a entrevista completa na Folha

 

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