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21 de março de 2019, 14h30

Maia escala Freixo e Paulo Teixeira para analisar pacote anticrime de Moro

A crise aberta entre Maia e Moro deve se aprofundar com a prisão de Moreira Franco, casado com a sogra do deputado fluminense

Moreira Franco com Rodrigo Maia e Sergio Moro (no detalhe) (Arquivo)
Em crise com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) decidiu colocar os deputados Marcelo Freixo (PSol/RJ) e Paulo Teixeira (PT/SP) para analisar o projeto de lei anticrime proposto pelo ex-juiz da Lava Jato – a relatoria ficou com o deputado Capitão Augusto (PR-SP), líder da Bancada da Bala; Carla Zambelli (PSL/SP) completa o grupo. A decisão foi tomada na tarde na última quinta-feira (14). Nesta quarta-feira (20), Maia deu uma entrevista em que chamou Moro de “funcionário de Bolsonaro” e classificou o projeto proposto como um “copia e cola”. Freixo e Teixeira...

Em crise com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) decidiu colocar os deputados Marcelo Freixo (PSol/RJ) e Paulo Teixeira (PT/SP) para analisar o projeto de lei anticrime proposto pelo ex-juiz da Lava Jato – a relatoria ficou com o deputado Capitão Augusto (PR-SP), líder da Bancada da Bala; Carla Zambelli (PSL/SP) completa o grupo.

A decisão foi tomada na tarde na última quinta-feira (14). Nesta quarta-feira (20), Maia deu uma entrevista em que chamou Moro de “funcionário de Bolsonaro” e classificou o projeto proposto como um “copia e cola”.

Freixo e Teixeira são abertamente contra a proposta de Moro e devem retardar a tramitação do projeto – considerado um trunfo do governo Bolsonaro diante do pacote de maldades da Previdência – no Congresso.

A crise aberta entre Maia e Moro deve se aprofundar com a prisão de Moreira Franco, casado com a sogra do deputado fluminense. Braço direito de Michel Temer, o ex-secretário da Presidência ganhou o cargo justamente para obter foro privilegiado nos processos que responde.

Entre os corredores do Planalto, a informação é que a ação desencadeada nesta quinta-feira (21) que levou o grupo de Temer à prisão – com mandado expedido pelo juiz Sérgio Bretas – seria uma retaliação ao levante contra a operação Lava Jato, liderado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e à própria Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, que deu bronca pública em Deltan Dallagnol e outros procuradores que queriam criar um fundo com R$ 2,5 bilhões em multas pagas pela Petrobras.

*Matéria editada às 16h05 desta quinta-feira(21). A informação anterior registrava que a nomeação de Freixo e Teixeira para o Grupo de Trabalho que vai analisar o projeto de Moro havia sido realizada ontem. Na verdade, foi no dia 14

 

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