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12 de junho de 2019, 17h17

Maioria do STF vota para impedir Bolsonaro de acabar com conselhos federais criados por lei

Esta foi a primeira vez que o plenário do STF analisou uma ação que contesta ato de Bolsonaro como presidente. A proposta foi apresentada pelo PT

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram maioria, nesta quarta-feira (12), para impedir, de forma provisória, Jair Bolsonaro de extinguir conselhos da administração pública federal que tenham amparo em lei. A maioria dos ministros entendeu que o presidente não pode, unilateralmente, como por decreto, por exemplo, acabar com conselhos da administração federal que tenham sido criados por lei, que foram aprovados no Congresso Nacional. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo. Contudo, a Corte liberou que o presidente elimine conselhos que tenham sido instituídos por decreto ou ato normativo inferior,...

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram maioria, nesta quarta-feira (12), para impedir, de forma provisória, Jair Bolsonaro de extinguir conselhos da administração pública federal que tenham amparo em lei.

A maioria dos ministros entendeu que o presidente não pode, unilateralmente, como por decreto, por exemplo, acabar com conselhos da administração federal que tenham sido criados por lei, que foram aprovados no Congresso Nacional.

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Contudo, a Corte liberou que o presidente elimine conselhos que tenham sido instituídos por decreto ou ato normativo inferior, como portarias e resoluções.

No momento em que a maioria foi formada, Luiz Fux (que preside o STF na sessão desta quarta) suspendeu o julgamento para o intervalo.

Liminar

Ao final, o tribunal pode conceder liminar proibindo o presidente de acabar com os conselhos. No entanto, os ministros podem estender a decisão, proibindo que Bolsonaro acabe também com os conselhos que não foram criados com autorização do Legislativo.

Veja também:  Entre melindres, Moro e um “Report”

Esta foi a primeira vez que o plenário do STF analisou uma ação que contesta ato de Bolsonaro como presidente. A ação julgada nesta quarta foi apresentada pelo PT.

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