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24 de abril de 2018, 16h54

Maioria rejeita recurso e mantém condenação de Azeredo por peculato e lavagem de dinheiro

Por 3 votos a 2 os desembargadores votaram pela autorização do mandado de prisão depois de esgotados todos os recursos na segunda instância; defesa pode pedir embargos de declaração

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em sua maioria, rejeitou os recursos da defesa de Eduardo Azeredo (PSDB-MG). No entanto, o tribunal não definiu quando o ex-governador de Minas Gerais vai ser preso. Segundo reportagem de Leandro Prazeres, do UOL, o político buscava a anulação da condenação de 20 anos e um mês pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no mensalão tucano. Segundo avaliação do relator, Júlio César Lorens, as investigações chegaram à conclusão que o tucano não foi somente beneficiário do esquema que desviou recursos de empesas estatais mineiras para sua...

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em sua maioria, rejeitou os recursos da defesa de Eduardo Azeredo (PSDB-MG). No entanto, o tribunal não definiu quando o ex-governador de Minas Gerais vai ser preso. Segundo reportagem de Leandro Prazeres, do UOL, o político buscava a anulação da condenação de 20 anos e um mês pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no mensalão tucano.

Segundo avaliação do relator, Júlio César Lorens, as investigações chegaram à conclusão que o tucano não foi somente beneficiário do esquema que desviou recursos de empesas estatais mineiras para sua campanha de 1998, mas foi um dos autores intelectuais dos delitos. “Ele engendrou plano delituoso com os demais agentes o qual foi colocado em prática com ampla divisão de tarefas. Assim, tinha poder de decisão sobre a prática dos atos, portando-se como autor e, em consequência, deve ser, por eles, responsabilizado”, afirmou.

Azeredo havia sido condenado em agosto de 2017. Onze anos após a primeira denúncia, nenhum político tucano foi preso. A defesa pode recorrer da decisão desta terça-feira (24). O ex-governador de Minas poderá aguardar o julgamento do recurso em liberdade.

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