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15 de Maio de 2015, 20h36

Mais capítulos para a “novela” de Alckmin: Greve dos professores de SP continua

Com propostas do governo apenas para parte da pauta de reivindicações, os trabalhadores do ensino público seguem para mais uma semana de paralisação.

Com propostas do governo apenas para parte da pauta de reivindicações, os trabalhadores do ensino público seguem para mais uma semana de paralisação

Por RBA

Em assembleia realizada hoje (15) à tarde no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, o professores da rede estadual decidiram manter a paralisação, que já completa 64 dias. Além da valorização profissional, a categoria reivindica a reabertura de turmas fechadas, que levou à concentração de 50 alunos, em média, por sala de aula.

Na última quarta-feira, a direção do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se reuniu com o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, que não apresentou proposta de reajuste salarial. Disse apenas que o governo paulista aumentará os salários, sem falar em índices.

No entanto, acenou com propostas para outros pontos da pauta dos professores, como a contratação de temporários por três anos ininterruptos, em vez de um ano. Os temporários teriam atendimento pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), o que não acontece atualmente.

De acordo com o sindicato, a secretaria se comprometeu em criar um grupo de trabalho, com participação do sindicato, para desmembrar salas de aula, reduzindo assim o número de estudantes por turma. Outra reivindicação da entidade, a contratação de coordenadores pedagógicos, poderá ocorrer ainda este ano.

No final da assembleia de hoje, os professores seguiram em caminhada pela Paulista.

Foto: Reprodução/Twitter