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29 de dezembro de 2016, 16h39

‘Mais maldades’: Ministério da Saúde diminui número mínimo de médicos por UPA

Eram obrigatórios quatro médicos por unidade, agora, com governo Temer, serão apenas dois.

Eram obrigatórios quatro médicos por unidade, agora, com governo Temer, serão apenas dois.

Da Redação*

O Ministério da Saúde anunciou hoje (29) que irá flexibilizar regras para o funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Com as novas regras, cada unidade poderá ter no mínimo dois médicos. Antes, era exigido o número mínimo de quatro médicos por unidade.

Segundo informa Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil, caberá ao gestor municipal definir o número de profissionais na equipe. A partir do tamanho da equipe médica, será estabelecido o valor de custeio que será repassado ao município.

“É melhor dois [médicos] do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não temos mais capacidade de contratar pessoal”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao anunciar as novas regras. “É melhor essa UPA funcionando com um médico de dia e um de noite do que ela fechada”, completou.

De acordo com o ministério, também está previsto o compartilhamento de equipamentos entre as UPAs, no intuito de otimizar a estrutura disponível no município.

Para Barros, as novas regras devem incentivar a conclusão de UPAs em todo o país. Dados da pasta apontam que, atualmente, 275 unidades estão em obras, enquanto 165 já foram concluídas, mas não foram abertas.
“As UPAs estão fechadas. Estamos colocando em atendimento e abrindo para a população”, disse. “É simples o raciocínio. É senso prático”, acrescentou. “Estou absolutamente seguro de que estamos fazendo o melhor para a saúde”, afirmou Barros.

A portaria deve ser publicada nesta sexta-feira (30) no Diário Oficial da União.

*com informações do Brasil 247 e da Agência Brasil | Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil