14 de dezembro de 2018, 17h54

Mais um funcionário de Bolsonaro realizou movimentações suspeitas

De acordo com a revista Istoé, o ex-chefe de gabinete de Bolsonaro, o capitão Jorge Francisco, teria feito "doações" de valor superior ao próprio salário para campanhas dos filhos do presidente eleito

Divulgação

Desde que vieram à tona as estranhas movimentações financeiras de funcionários da família Bolsonaro, não param de surgir, diariamente, fatos e personagens novos que imputam ainda mais suspeitas sob a relação do presidente eleito e seus filhos com os assessores parlamentares.

De acordo com reportagem da revista Istoé divulgada nesta sexta-feira (14), não é somente o ex-motorista Fabrício Queiroz que fez repasses para a família do capitão da reserva com uma movimentação financeira incompatível com seu patrimônio. O falecido capitão do Exército  Jorge Francisco, amigo de Jair Bolsonaro, trabalhou por 20 anos em seu gabinete em Brasília e, durante todo este período, financiou as campanhas dos filhos do presidente eleito com “doações”.

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Em 2002, por exemplo, de acordo com a Istoé, Francisco foi o responsável pela doação de todo o valor declarado pelo vereador eleito à época Flávio Bolsonaro (PSL-RJ): R$5,9 mil – valor que atualmente corresponderia a R$18 mil.

Com um salário de assessor parlamentar que hoje equivaleria a R$15 mil, Francisco doou R$10 mil para a campanha de Carlos Bolsonaro em 2002 (o equivalente a 30% de todas as doações ao então vereador). Ainda segundo a revista, o ex-militar fez uma transferência de R$15 mil para Carlos Bolsonaro, em 2012. Eduardo Bolsonaro também foi beneficiado pelo ex-assessor em 2014 com uma doação de R$11 mil através de um depósito em espécie.

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Bolsonaro e seus filhos ainda não se pronunciaram sobre as doações citadas na matéria.