14 de fevereiro de 2018, 18h37

Mangueira parabeniza desfile da Tuiuti: “Viva o povo negro, pobre e favelado”

A escola de samba, uma das mais tradicionais do Carnaval, divulgou uma nota parabenizando a vice-campeã e lembrando que, em 1988, também ficou em segundo lugar com um enredo sobre a escravidão: "Repete-se a história"

Uma das alas fez críticas às reformas trabalhista e da Previdência. (Foto: NINJA)

Logo após o fim da apuração que definiu a Beija-Flor como campeã entre as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais do carnaval carioca, divulgou uma nota parabenizando o desfile da segunda colocada, a Paraíso do Tuiuti.

Na nota, a Mangueira lembrou que em 1988, com um enredo também sobre a escravidão, conquistou o vice-campeonato. “Repete-se a história”, escreveu a agremiação, que este ano ficou em 5º lugar.

A Paraíso do Tuiuti, por sua vez, surpreendeu e ousou ao representar o presidente Michel Temer como um vampiro e ironizar os “paneleiros” que, manipulados, saíram às ruas para protestar pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Também marcou no desfile a crítica à “nova escravidão” através da retirada de direitos trabalhistas.

O enredo da Tuiuti, “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, que tratava sobre os 130 anos da Lei Áurea, foi praticamente uma aula de história sobre a escravidão no Brasil, as relações de trabalho e poder e como a elite continua escravizando trabalhadores no país.

Confira, abaixo, a íntegra da nota da Mangueira sobre a Tuiuti.