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30 de Maio de 2014, 10h37

Manifestantes do MPL se acorrentam no prédio da Secretaria de Segurança Pública de SP

Cinco pessoas estão acorrentadas na porta do edifício e pretendem se manter até conseguirem conversar com o titular da pasta, Fernando Grella Vieira

Quatro pessoas ficaram acorrentadas na porta do edifício até as 13h para tentar conversar com o titular da pasta, Fernando Grella Vieira

Por Igor Carvalho

Aproximadamente 30 pessoas do Movimento Passe Livre (MPL) estão neste momento (10h20) nas proximidades do prédio da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, região central da capital. Quatro pessoas estão acorrentadas na porta do edifício e pretendem se manter até conseguirem conversar com o titular da pasta, Fernando Grella Vieira.

MPL corrente

Manifestantes querem conversar com o secretário de Segurança Pública (Foto Igor Carvalho)

“Nossa ação é uma das respostas que queremos dar ao inquérito 01/2013, que consideramos ilegal, jurídica e politicamente. Juridicamente por que é a figura de um inquérito para mapear as pessoas que participam de manifestações para que assim seja possível realizar repressões futuras, e politicamente é mais um de muitos instrumentos de criminalização dos movimento sociais”, explica Mariana Toledo, do Movimento Passe Livre.

O inquérito 01/2013 busca enquadrar grupos de pessoas pelo delito de associação criminosa em vez de investigar as condutas de forma individual. Nove integrantes do MPL receberam na semana passada a terceira intimação para comparecer às 09h30 de hoje (30) no Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo (Deic). Eles não foram nas duas primeiras vezes e foram avisados que, caso não comparecessem a terceira vez, seriam conduzidos coercitivamente. “Alguns dos militantes do MPL, da Fanfarra do M.A.L. e pessoas próximas aos movimentos foram presas sem acusação e sem qualquer tipo de averiguação. A gente não vai endossar esse inquérito e optou por não ir depor”, conta Mariana.

A ativista relata ainda que ontem (29) a Polícia Civil teria ido à casa de alguns militantes para levá-los a depor na viatura. Nenhum deles estava presente no momento e, em uma das residências, a Polícia Civil teria ficado três horas aguardando. “Encaramos isso como uma forma de intimidação”, diz Mariana.

Atualização às 13h15: Manifestantes acabam de deixar o prédio da Secretaria de Segurança Pública. O secretário Fernando Grella Vieira não atendeu os manifestantes. “Nossa intenção era ficar aqui durante todo o período previsto em que deveríamos estar no Deic. Cumprimos o nosso intuito e agora vamos manter nosso discurso de luta pelo transporte contra a criminalização. Vamos seguir para São Mateus onde às 17h estaremos na rua novamente protestando”, afirma Mariana Toledo.