16 de abril de 2018, 12h51

Manifestantes são obrigados a desocupar o triplex do Guarujá: “Totalmente arbitrário”, diz Boulos

Ocupação durou cerca de quatro horas e serviu, segundo liderança do PSOL da cidade, para dar visibilidade ao protesto e denunciar a prisão injusta do ex-presidente Lula

Os mais de 100 manifestantes do MTST que iniciaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (16), e ocuparam o triplex do Guarujá, atribuído ao ex-presidente Lula, decidiram desocupar o imóvel, por volta das 12h30, após negociações com a Polícia Militar. “O MTST foi retirado do triplex, sob a alegação de flagrante, disseram que não precisavam de reintegração, e ameaçaram prender todos se não saísse no prazo, levando a uma intervenção do Choque. Totalmente arbitrário. Nenhuma novidade”, afirmou Guilherme Boulos, coordenador do MTST e pré-candidato do PSL à presidência da República.

“Realizamos uma assembleia e, após dialogar com a PM, tiramos essa decisão. Sabíamos da dificuldade de resistir por muito tempo, inclusive, porque a PM queria levar todos para a delegacia”, explica Everton Vieira, presidente do PSOL do Guarujá e integrante da Executiva Estadual do partido.

“A ação serviu para dar visibilidade ao protesto, atrair a atenção das pessoas e denunciar a injusta prisão do ex-presidente Lula. Agora, por conta de solicitação de alguns moradores do edifício, será feito um boletim de ocorrência por invasão do condomínio. Encaminhamos à delegacia nossa equipe de advogados e logo mais teremos informações mais concretas”, explica Vieira.