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10 de setembro de 2014, 11h36

Manifestantes se acorrentam em São Paulo para reivindicar moradias populares

Rede Extremo Sul se articula e aguarda negociação com órgãos de moradia estadual e municipal para pedir habitação popular na zona sul. Os manifestantes eram moradores da ocupação Jardim União, removida por cinco vezes

Rede Extremo Sul se articula e aguarda negociação com órgãos de moradia estadual e municipal para pedir habitação popular na zona sul. Os manifestantes eram moradores da ocupação Jardim União, removida por cinco vezes Por Igor Carvalho, do SPressoSP Cinquenta pessoas ocuparam a recepção e a parte da frente do prédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e outras cinco se acorrentaram na manhã desta quarta-feira (10) à sede da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) de São Paulo. Os manifestantes eram moradores da ocupação Jardim da União, da zona sul paulistana, e pedem providências a respeito da construção de...

Rede Extremo Sul se articula e aguarda negociação com órgãos de moradia estadual e municipal para pedir habitação popular na zona sul. Os manifestantes eram moradores da ocupação Jardim União, removida por cinco vezes

Por Igor Carvalho, do SPressoSP

Cinquenta pessoas ocuparam a recepção e a parte da frente do prédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e outras cinco se acorrentaram na manhã desta quarta-feira (10) à sede da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) de São Paulo. Os manifestantes eram moradores da ocupação Jardim da União, da zona sul paulistana, e pedem providências a respeito da construção de moradias populares na região.

Ao todo, teriam sido mobilizadas aproximadamente 800 pessoas, segundo a Rede Extremo Sul, organizadora da ação. Hoje, os moradores que tiveram suas casas removidas por cinco vezes do Jardim União ocupam um terreno no Jardim Campinas, conhecido como ocupação Varginha.

A Rede Extremo Sul alega que encaminhou ao órgão estadual e à secretaria municipal um projeto para construção de 800 moradias na região da ocupação, que estaria em processo de desapropriação pela CDHU. Porém, segundo os manifestantes, não houve resposta do poder público.  “Nós só sairemos daqui com uma resposta. Mesmo que nos recebam, não basta, tem que ter resposta, se não ficamos aqui”, afirmou Renan Oliveira, da Rede Extremo Sul. Segundo ele, a habitação popular não é prioridade para os governos. “Parece que há muitos interesses na questão da moradia hoje, e os interesses da população nunca são atendidos. A vontade das empreiteiras e do mercado prevalece sobre o das famílias”, destacou.

Na CDHU, o clima é de espera no fim desta manhã. Os manifestantes estão usando apitos e gritando palavras de ordem. Na Sehab, o ambiente é tenso. Agentes da Guarda Civil Metropolitana, surpreendidos pela ação, quase agrediram os ativistas.

Procuradas pelo SPressoSP, Sehab e CDHU informaram que ainda não há um posicionamento dos órgãos sobre os protestos.

Foto de capa: OlegárioA. Filho / Vereda Estreita

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