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04 de Março de 2015, 15h28

Marcha da educação reúne 20 mil no Paraná

Professores decidem continuar greve, que já dura 24 dias, contra medidas do governo tucano de Beto Richa

Professores decidem continuar greve, que já dura 24 dias, contra medidas do governo tucano de Beto Richa

Por Redação

Os professores e funcionários das escolas estaduais do Paraná, que já estão em greve há 24 dias, decidiram permanecer paralisados. Cerca de 20 mil servidores lotaram o estádio do Paraná Clube, Vila Capanema, na manhã desta quarta-feira (4) e depois fizeram uma passeata até o Palácio Iguaçu, onde protestaram em frente à Assembleia Legislativa.

“Além de considerarmos insuficientes as respostas que o governo do Estado deu aos nossos itens de pauta, também consideramos as conversas que tivemos, com o conjunto de diretores de escolas, que nos apresentaram a incapacidade das escolas de receber os alunos neste momento”, afirma o presidente da APP, professor Hermes Leão.

A greve já atinge 100% das escolas públicas estaduais, segundo o sindicato da categoria, APP. Pesquisa encomendada pelo jornal Gazeta do Povo mostra que o movimento é apoiado por 90% dos paranaenses. Em compensação, apenas 20% dizem aprovar a administração do tucano Beto Richa.

Além dos professores do estado, estão paralisados outros setores, como agentes penitenciários, servidores da saúde, trabalhadores do Detran, bombeiros e funcionários de sete universidades estaduais.

Os protestos tiveram início no dia 9 de fevereiro, em resposta a salários atrasados e medidas de austeridade do governador Beto Richa (PSDB), enviadas à Assembleia Legislativa. O pacote previa aumento de impostos, como o reajuste de 40% no IPVA,  corte no anuênio dos servidores, alteração na previdência e o corte de 100% da verba de custeio das universidades estaduais para 2015. Às vésperas do início do ano letivo, Richa demitiu 29 mil professores temporários.

Por outro lado, Beto Richa é considerado o governador mais bem pago do Brasil, com vencimentos de R$ 33, 7 mil, o mesmo dos ministros do STF.  Já o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, receberia R$ 110 mil mensais.