26 de maio de 2018, 19h13

Marcha da Maconha reúne milhares na Avenida Paulista

"Temos como caminho a mudança de mentalidade, tentamos convencer as pessoas de que nós, enquanto sociedade, precisamos pensar em outras formas de lidar com as drogas: formas baseadas na redução de danos, na dignidade, na liberdade, no cuidado, no respeito às escolhas das pessoas", explica ativista

Neste sábado (26), milhares de manifestantes fecharam as duas pistas da Avenida Paulista, em São Paulo, e seguiram até a Praça da Sé, em defesa da legalização da maconha e pelo fim da guerra às drogas, na décima edição da Marcha da Maconha. Até o fechamento desta matéria, não havia sido divulgada a estimativa de público. A Mídia Ninja, que transmitiu a manifestação, fala em 50 mil. “Ousada, autônoma, interseccional, animada, diversa, politizada”, descreveu a organização do protesto que também pediu “pela liberdade de nossos presos, em memória de nossos mortos, pelo acesso universal ao medicamento e à recreação; contra...

Neste sábado (26), milhares de manifestantes fecharam as duas pistas da Avenida Paulista, em São Paulo, e seguiram até a Praça da Sé, em defesa da legalização da maconha e pelo fim da guerra às drogas, na décima edição da Marcha da Maconha. Até o fechamento desta matéria, não havia sido divulgada a estimativa de público. A Mídia Ninja, que transmitiu a manifestação, fala em 50 mil.

“Ousada, autônoma, interseccional, animada, diversa, politizada”, descreveu a organização do protesto que também pediu “pela liberdade de nossos presos, em memória de nossos mortos, pelo acesso universal ao medicamento e à recreação; contra a violência policial, contra o machismo, contra o racismo e contra a militarização da vida”.

Esta edição da Marcha comemorou 10 anos de liberação do protesto. “Parece piada, mas é verdade. De 2008 até 2011 a Marcha da Maconha SP era proibida pela justiça (sempre um dia antes, pra não dar tempo da gente recorrer)”, lembra Gabriela Moncau, do Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR).

“A Marcha é, na prática, o descrédito da proibição. Não estamos pedindo pra nenhum juiz ou político que nos conceda nossa liberdade de decidir o que fazer do nosso próprio corpo”, explica a ativista. “Temos como caminho a mudança de mentalidade, tentamos convencer as pessoas de que nós, enquanto sociedade, precisamos pensar em outras formas de lidar com as drogas: formas baseadas na redução de danos, na dignidade, na liberdade, no cuidado, no respeito às escolhas das pessoas.”

 

(Foto: Ivan Longo/Fórum)

 

(Foto: Ivan Longo/Fórum)

 

(Foto: Ivan Longo/Fórum)