10 de setembro de 2018, 12h06

Márcia Tiburi: O MBL é uma milícia midática

“Fui ameaçada de todo tipo de loucura que você pode imaginar, de morte, por me recusar a dialogar com um integrante do MBL”, revelou a candidata do PT ao governo do RJ, Márcia Tiburi

Reprodução/Twitter

A candidata ao governo do Rio de Janeiro pelo PT, Márcia Tiburi, sofreu ameaça e perseguição – em âmbito digital e no dia a dia  – por parte de seguidores do Movimento Brasil Livre. “Fui ameaçada de todo tipo de loucura que você pode imaginar, de morte”, afirmou ela em entrevista a Carta Capital.

Os insultos e agressões começaram após Márcia abandonar um programa de entrevistas em uma rádio gaúcha ao saber que o dirigente do movimento, Kim Kataguiri, era o convidado para conversar com ela. Ocorrido em janeiro de 2018, o episódio viralizou nas redes sociais.

Desde então, a filósofa precisou de proteção de seguranças toda vez que ia a eventos e outras aparições públicas. “Agora não preciso andar com segurança, porque ando com o pessoal do PT e esses garotos não chegam perto de onde tem gente do PT”, disse ela, bem humorada.

Márcia nega que sua atitude de abandonar o programa teria sido antidemocrática. “Eu converso com todo tipo de pessoa, mas eles não estão interessados nas nossas opiniões. Querem produzir material para mistificar, e não vou me prestar a isso. Esses garotos são milicianos midiáticos e usam o telefone celular como arma”, disse. “Naquela emboscada, o celular era uma arma, a presença deles não foi combinada.”

A filósofa também os chamou de “fascistoides” e “meninos mal-educados”. Um dos livros de Márcia tem o título de “Como conversar com um fascista”. Ela disse que se dispõe a dar aula para os militantes do MBL, “desde que façam algum tipo de procedimento relacionado à abertura ética para com o outro”.