20 de agosto de 2018, 07h56

Márcio França teria favorecido ONG com recurso público, diz a Folha

Governador afirma que a Adesaf venceu concorrências públicas na Prefeitura de São Vicente e no estado por apresentar os melhores preços e que a entidade já trabalhou para outros governos

Márcio França. Foto: Divulgação

Reportagem da Folha publicada nesta segunda-feira (20) informa que o governador Márcio França (PSB-SP) e o seu grupo político já destinaram mais de R$ 56 milhões (valores corrigidos pela inflação) em contratos públicos para a ONG Adesaf, que diz em sua página na internet ter como objetivo contribuir para um mundo mais justo e igualitário.

A presidente da Adesaf (Associação de Desenvolvimento Econômico Social às Famílias), Nayene Ponte do Carmo, é, desde 1999, militante do PSB, partido pelo qual França concorre à reeleição. Além dela, Fernanda Adelaide Gouveia, fundadora e ex-presidente da ONG, também foi filiada ao PSB. Nomeada por França, atualmente preside a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo).

Outro que também foi filiado ao PSB, segundo a reportagem, é Danilo Druzian Otto, ex-diretor administrativo-financeiro da ONG. Além disso, assessorou França na Câmara dos Deputados e trabalhou no gabinete do deputado estadual Caio França, filho do governador, e na liderança do PSB na Assembleia paulista.

Em maio, após França assumir o governo com a renúncia de Alckmin, deixou a direção da entidade e foi nomeado para cargo na Secretaria da Saúde. Coordena o setor de gestão de contratos de serviços.

A Folha verificou que pelo menos outras seis pessoas filiadas ao PSB integraram, em algum momento, o conselho fiscal da organização.

França disse que a Adesaf venceu concorrências públicas na Prefeitura de São Vicente e no estado por apresentar os melhores preços e que a entidade já trabalhou para governos do PT (Fernando Haddad) e PSDB (João Doria), bem como para outras prefeituras.

Afirmou que “duas pessoas citadas pela reportagem não são filiadas ao PSB, tampouco qualquer entidade poderia ser excluída de participar de concorrências públicas porque alguém em que lá trabalha é filiado a qualquer partido”.

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