Conceição Oliveira

Blog da Maria Frô

Ativismo é por aqui

30 de novembro de 2018, 13h57

Ajude a criar uma biblioteca com os livros que foram levados às urnas

O movimento de eleitores de levarem livros aos centros de votação durante o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, em outubro de 2018, simbolizou muita coisa: esperança, luta, diversidade, pluralidade etc. Dois publicitários paulistanos consideraram que essa curadoria orgânica, com milhares de curadores espalhados por todo o país, não poderia ser desprezada. Foi assim que  […]

O movimento de eleitores de levarem livros aos centros de votação durante o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, em outubro de 2018, simbolizou muita coisa: esperança, luta, diversidade, pluralidade etc.
Dois publicitários paulistanos consideraram que essa curadoria orgânica, com milhares de curadores espalhados por todo o país, não poderia ser desprezada.
Foi assim que  Gabriel Morais,  30 anos e Marcella Garbin da mesma idade de Gabriel criaram uma linda campanha: O livro que levei (assista o vídeo da campanha e acesse o link para sua contribuição)

Com esse financiamento coletivo, Gabriel e Marcella pretendem arrecadar 45 mil reais para criar uma biblioteca cujo acervo será formado pelos os livros que foram levados às urnas. Desse montante também sairão os recursos para envelopes e selos de postagem para que os livros possam circular gratuitamente entre os leitores.

Gabriel usa a publicidade não apenas para vender produtos ou idéias  danosas como tantas que vemos na publicidade capitalista. Várias de suas campanhas são humanitárias, estimulam a cidadania, a proteção aos animais e a leitura.

Ele é autor do Natal na rua, uma campanha de 2015 que arrecadou  fundos para encher as ruas da cidade de São Paulo de árvores de natal para os moradores de rua e que estimulasse as pessoas a deixarem presentes embaixo das árvores. Criou também a belíssima campanha Canismo “um movimento artístico criado por um grupo de cachorros para ajudar no apoio e adoção de animais de abrigo.”

No belo vídeo da campanha cada chacoalhada da cachorrada espalha tinta ao estilo Jackson Pollock. De acordo com o criador da campanha: “um notável exercício de liberdade onde cada gota carrega a mancha do preconceito e a combinação de diferentes cores nas pinturas, desvenda a mistura de raças, tão aleatória, quanto bela, de cada vira-lata canino.”

Nesta campanha, Gabriel estimula as pessoas a adotarem “um artista” ou a contribuírem financeiramente com os cuidados e necessidades dos cães artistas, enquanto eles aguardam por adoção. Para arrecadar fundo para os caninos, as telas destes pitorescos pintores também foram vendidas.

Apoio iniciativas criativas e transformadoras como essas. Por isso, os convido a colaborarem com a campanha de financiamento coletivo para criar a biblioteca ‘O livro que levei’. Acessem o link e contribuam. Nada melhor que os brasileiros passem a ler mais, carreguem mais livros, estimulem o pensamento crítico para que possamos sair o mais rapidamente possível desses tempos de ódio e intolerância.