24 de maio de 2018, 11h49

Marina critica política da Petrobras para preços de combustíveis, mas quer ação “seguindo regras do mercado”

"Se por um lado você não pode ter uma ação dogmática contra o mercado, por outro lado você não pode ter uma relação dogmática em relação ao mercado", disse a pré-candidata.

Foto: Reprodução/UOL
A pré-candidata pela Rede, Marina Silva, participou de uma sabatina na manhã desta terça-feira em São Paulo. Logo no começo da entrevista conduzida por jornalistas do UOL, Folha de São Paulo e SBT, o assunto da paralisação dos caminhoneiros foi abordado. Para Marina, a intervenção do governo na política de preços da empresa seria necessária para impedir a crise provocada pela escassez de combustíveis. Mas ao ser questionada se isso implicaria numa mudança da política atual da empresa, a ex-ministra defendeu que a empresa continue seguindo as regras do mercado. “A elevação do preço dos combustíveis tem a ver com...

A pré-candidata pela Rede, Marina Silva, participou de uma sabatina na manhã desta terça-feira em São Paulo. Logo no começo da entrevista conduzida por jornalistas do UOL, Folha de São Paulo e SBT, o assunto da paralisação dos caminhoneiros foi abordado. Para Marina, a intervenção do governo na política de preços da empresa seria necessária para impedir a crise provocada pela escassez de combustíveis. Mas ao ser questionada se isso implicaria numa mudança da política atual da empresa, a ex-ministra defendeu que a empresa continue seguindo as regras do mercado.

“A elevação do preço dos combustíveis tem a ver com a variação do dólar. O preço do combustível é indexado ao dólar e isso faz com que venha o aumento. A Petrobras tem uma margem, no meu entendimento, para manejar essa situação. Se por um lado você não pode ter uma ação dogmática contra o mercado, por outro lado você não pode ter uma relação dogmática em relação ao mercado. Ninguém aumenta a conta de luz todo dia em função da variação do dólar. 20% do combustível a Petrobras importa, mas existe a outra parte que pode ser usada como margem de manobra.

Marina defendeu o tripé macroeconômico, adotado no governo FHC, de uma maneira singular. O câmbio flutuante, uma das bases, a depender dos ventos da economia, deveria deixar de flutuar.”Você não pode ter momentos que a flutuação saia do controle. Para isso, você tem mecanismos de intervenção. O governo atual errou ao não se antecipar e agora toma as medidas necessárias no olho do furação”, disse a pré-candidata.