07 de janeiro de 2016, 17h44

Marina Silva defende cassação do mandato de Dilma

Candidata à presidência em 2014 se diz contra o impeachment - o que afastaria apenas a presidenta -, mas a favor de uma cassação via TSE, o que derrubaria toda a chapa, incluindo Michel Temer, e poderia gerar novas eleições

Candidata à presidência em 2014 se diz contra o impeachment – o que afastaria apenas a presidenta -, mas a favor de uma cassação via TSE, o que derrubaria toda a chapa, incluindo Michel Temer, e poderia gerar novas eleições Por Redação A ex-senadora Marina Silva (Rede) afirmou nesta quinta-feira (7) que é a favor do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, mas não nos moldes do impeachment, como muitos defendem. Em entrevista à Rádio Gaúcha, a ex-concorrente da presidenta nas eleições de 2014 demonstrou apoio a uma cassação via Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o que derrubaria não só Dilma...

Candidata à presidência em 2014 se diz contra o impeachment – o que afastaria apenas a presidenta -, mas a favor de uma cassação via TSE, o que derrubaria toda a chapa, incluindo Michel Temer, e poderia gerar novas eleições

Por Redação

A ex-senadora Marina Silva (Rede) afirmou nesta quinta-feira (7) que é a favor do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, mas não nos moldes do impeachment, como muitos defendem. Em entrevista à Rádio Gaúcha, a ex-concorrente da presidenta nas eleições de 2014 demonstrou apoio a uma cassação via Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o que derrubaria não só Dilma mas também seu vice, Michel Temer (PMDB). De acordo com a interpretação de diversos especialistas do meio jurídico, a decisão acarretaria na realização de novas eleições.

“No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE, porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente”, disse. Apesar de não defender a proposta, Marina não considera como um “golpe” o processo de impeachment aberto na Câmara dos Deputados. “Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição”, afirmou.

Apesar de sinalizar o caminho que defende, Marina disse que ainda não sabe se será candidata novamente, e relembrou ataques sofridos na disputa presidencial. “Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem maioria”, pontuou.

Foto: Divulgação/Coligação Muda Brasil