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21 de agosto de 2014, 19h20

Marina Silva estreia na TV como herdeira dos ideais de Eduardo Campos

No programa do PT, Lula declarou que parte da imprensa esconde as realizações do governo Dilma

No programa do PT, Lula declarou que parte da imprensa esconde as realizações do governo Dilma Por Marcelo Hailer Em sua estreia na TV, Marina Silva se colocou como a herdeira dos ideais de Eduardo Campos, mas o programa se limitou a uma nova homenagem ao candidato morto. No programa do PT, Lula declarou que a imprensa esconde os feitos do governo Dilma e que a “verdade vai vencer a mentira”. Os tucanos reprisaram o programa, enquanto Luciana Genro discursou sobre o legado das manifestações de junho e a ânsia de mudança que o povo brasileiro necessita. Zé Maria, do...

No programa do PT, Lula declarou que parte da imprensa esconde as realizações do governo Dilma

Por Marcelo Hailer

Em sua estreia na TV, Marina Silva se colocou como a herdeira dos ideais de Eduardo Campos, mas o programa se limitou a uma nova homenagem ao candidato morto.

No programa do PT, Lula declarou que a imprensa esconde os feitos do governo Dilma e que a “verdade vai vencer a mentira”.

Os tucanos reprisaram o programa, enquanto Luciana Genro discursou sobre o legado das manifestações de junho e a ânsia de mudança que o povo brasileiro necessita.

Zé Maria, do PSTU, defendeu a estatização das empresas que demitirem trabalhadores.

Marina Silva – Partido Socialista Brasileiro (PSB)

A estreia de Marina Silva no horário eleitoral não teve muita novidade, visto que foi ao ar o vídeo em que aparece lendo a carta de compromisso dela com o PSB.

Enquanto Marina surge lendo a carta, imagens da carreata do corpo de Eduardo Campos trafegando pelas ruas de Recife, no dia de seu sepultamento, surgem na tela.

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Portanto, não muda muito. O programa confirma Marina Silva, mas não trouxe conteúdo político, apenas fez mais uma homenagem, agora na voz da candidata que foi confirmada na noite desta quarta-feira (21).

Dilma Rousseff – Partido dos Trabalhadores (PT)

O segundo programa de Dilma Rousseff focou na política voltada para hidrelétricas, infraestrutura e energia.

O programa também destacou o investimento de R$ 1,3 trilhão de reais que será feito na educação a partir da exploração do pré-sal.

Provavelmente, o momento mais polêmico ficou por conta do ex-presidente Lula, que, falando diretamente com o telespectador, garantiu que esse deve estar surpreso com o “tanto de coisa” que Dilma fez e ele não sabia.

Posteriormente, disse que “certa imprensa” só sabe falar mal e esconder as realizações do governo federal. E finalizou afirmando que, nesta eleição, “a verdade vai vencer a mentira”.

Zé Maria – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU)

O segundo programa do PSTU foi destinado à questão das montadoras, que, segundo o partido, destinou mais de R$ 30 bilhões para o exterior e provocou demissões.

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O candidato Zé Maria defendeu que as indústrias parem de remeter dólares para o exterior.

Também defendeu a redução da jornada de trabalho e a estatização das empresas que demitirem os trabalhadores.

Luciana Genro – Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

O segundo programa da candidata à presidência da República pelo PSOL novamente teve as manifestações de junho como mote.

Genro utilizou o jargão das manifestações, de que “não era apenas por 20 centavos”, em relação ao valor do aumento das passagens de ônibus. Disse que representantes da classe política ficaram com medo e que, como sempre, “prometeram e não cumpriram”.

Aécio Neves – Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

A coligação tucana Muda Brasil reprisou o primeiro programa.

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