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01 de julho de 2018, 16h49

Mário Maurici: Cantareira atinge nível mais baixo que 2013 mas a Sabesp finge não sabe de nada

Em artigo, o jornalista e ex-prefeito de Franco da Rocha, Mário Maurici, denuncia a negligência da Sabesp com relação ao nível de água em um dos principais reservatórios de São Paulo

Foto: Sabesp
Por Mário Maurici* Em 2014, coincidentemente também ano de eleições para o Governo do Estado, vimos a Sabesp e o então governador Geraldo Alckmin negar uma crise hídrica que estava visível aos olhos – reservatórios secos ou quase vazios – e às torneiras sem água da maior parte da população. Tal situação era vista por especialistas como resultado da falta de investimentos na captação, distribuição e redução de perdas, assim como na construção de novos reservatórios para aliviar o Sistema Cantareira. O governo e a própria Sabesp alegam ter feito obras que garantiriam o abastecimento mas, na prática, a situação...

Por Mário Maurici*

Em 2014, coincidentemente também ano de eleições para o Governo do Estado, vimos a Sabesp e o então governador Geraldo Alckmin negar uma crise hídrica que estava visível aos olhos – reservatórios secos ou quase vazios – e às torneiras sem água da maior parte da população.

Tal situação era vista por especialistas como resultado da falta de investimentos na captação, distribuição e redução de perdas, assim como na construção de novos reservatórios para aliviar o Sistema Cantareira.

O governo e a própria Sabesp alegam ter feito obras que garantiriam o abastecimento mas, na prática, a situação é outra: o nível dos reservatórios voltou a cair em 2018 e já entra em curva descendente similar ou pior ao de 2013, quando começou a crise hídrica.

Devemos então ficar atentos: a Sabesp é uma empresa majoritariamente pública, do povo paulista, e deve trabalhar e investir para garantir o abastecimento a toda a população. Os acionistas, principalmente estrangeiros, que detém parcelas significativas da empresa, não podem pautar ou colocar em risco nossa segurança hídrica.

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Da mesma forma, as propostas de ampliar a venda de ações – reduzindo a parcela pública da empresa – não podem vingar, pois colocariam a Sabesp ainda mais nas mãos do mercado e contra os interesses da população, em especial dos mais pobres que são os primeiros a sofrer com a falta de água.

*Mário Maurici é jornalista e ex-prefeito de Franco da Rocha (SP)

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