12 de agosto de 2018, 12h52

Marqueteiro de Aécio teria recebido propina da Odebrecht, apontam indícios da PF

Aécio Neves teria solicitado recursos da Odebrecht para reforçar o caixa 2 da campanha de Antonio Anastasia para o governo de Minas Gerais

Reprodução/TV Estadão

Novos indícios encontrados pela Polícia Federal apontam que Paulo Vasconcelos, marqueteiro do senador Aécio Neves (PSDB-MG), teria recebido recursos da Odebrecht sem ter prestado serviços como forma de contrapartida, o que configura propina. As informações são do portal G1.

José Henrique Castro, executivo que representava a empreiteira em Minas Gerais, disse em depoimento que elaborou um “plano de comunicação real” no ano de 2009 por R$248 mil. O marqueteiro, no entanto, teria recebido R$1,8 milhões pelo mesmo serviço. De acordo com os investigadores da PF, a diferença de valores denota que a contratação tinha como objetivo reforçar o caixa dois da campanha de Antonio Anastasia (PSDB) para o governo de Minas Gerais. O tucano, este ano, concorre novamente ao governo do estado.

O fato reforça a acusação do ex-executivo da Odebrecht, Sérgio Neves, que afirmou em delação premiada que os recursos tinham sido solicitados por Aécio. Tanto o senador quanto Anastasia negam as acusações.

Paulo Vasconcelos, o marqueteiro de Aécio, é dono da Webcitizen, empresa que há vários anos vem mantendo relações com o site O Antagonista, de Diogo Mainardi. Saiba mais na reportagem do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães.