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07 de abril de 2013, 14h35

Massacre do Carandiru: 91% lembram, mas só 10% creem em prisão

Promotores temem que fator ideológico interfira no resultado do julgamento

Promotores temem que fator ideológico interfira no resultado do julgamento Por Igor Carvalho Releia:  Carandiru, a tragédia 20 anos depois Um sistema que não funciona Leia aqui: Início do julgamento dos réus do Massacre do Carandiru é adiado Júri popular de 26 dos 84 policiais acusados de assassinar 111 presos no Carandiru, em 1992 (Foto: Divulgação) Durante a semana que antecedeu o júri popular do Massacre do Carandiru, os promotores Fernando Pereira da Silva e Márcio Augusto Friggi  de Carvalho temiam que os 20 anos da tragédia fizessem com que a população, e mais especificamente os jurados, tivessem esquecido o crime....

Promotores temem que fator ideológico interfira no resultado do julgamento

Por Igor Carvalho

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Um sistema que não funciona

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Júri popular de 26 dos 84 policiais acusados de assassinar 111 presos no Carandiru, em 1992 (Foto: Divulgação)

Durante a semana que antecedeu o júri popular do Massacre do Carandiru, os promotores Fernando Pereira da Silva e Márcio Augusto Friggi  de Carvalho temiam que os 20 anos da tragédia fizessem com que a população, e mais especificamente os jurados, tivessem esquecido o crime. Uma pesquisa Datafolha indica o contrário, 91% da população ainda se recorda do fato. Porém, apenas 10% creem em prisão dos policiais.

O levantamento, realizado entre dos dias 4 e 5 de abril, com 1.072 entrevistados, também aponta que , para 36%, os policiais agiram corretamente naquele dia. Pesquisa do mesmo Datafolha feita quatro dias após o episódio apontava um apoio menor, de 29% dos entrevistados.“Infelizmente, muita gente ainda pensa que bandido bom, é bandido morto”, afirma Carvalho.

Veja também:  MP alega que, mesmo intimado, Flávio Bolsonaro não entregou declarações de IR

O julgamento começa na próxima segunda-feira (8), às 9h, no Fórum Criminal da Barra Funda. No banco dos réus, 26 policiais militares, responsáveis pela morte de 15 homens no 2º pavimento do Pavilhão 9.

Os 57 volumes do extenso processo obrigaram o Ministério Público (MP) a dividir o julgamento em quatro blocos. Ao todo, são 84 policiais julgados,  divididos de acordo com os pavimentos onde possivelmente cometeram seus crimes.

A Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (Rota) é responsável pelo maior número de mortes. Os agentes do grupo teriam assassinado 73 homens no terceiro pavimento.

O juiz José Augusto Nardy Marzagão será o responsável por conduzir o julgamento do caso que completará, em outubro de 2013, 21 anos. No dia 2 de outubro de 1992, no Complexo do Carandiru, 111 homens foram executados. Nenhum policial morreu ou teve ferimento motivado por arma de fogo.

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