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14 de julho de 2018, 12h18

MBL entra com arguição no TSE para tirar Lula das eleições no tapetão

O candidato do grupo de extrema direita, Flávio Rocha, que nunca passou de 1% das intenções de votos, desistiu da sua candidatura nesta sexta-feira

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, o grupo de extrema direita, MBL (Movimento Brasil Livre), apresentou na quinta (12) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) alegação pedindo que a corte considere desde já o ex-presidente Lula inelegível. Os coordenadores do movimento, Rubens Gatti Nunes e Kim Kataguiri, querem que o TSE proíba Lula de participar de qualquer ato de campanha, bem como de arrecadar recursos e aparecer em programas eleitorais de TV. O MBL solicita ainda que o tribunal proíba institutos de pesquisa de incluírem Lula nos questionários de sondagens eleitorais. O ex-presidente lidera todas os levantamentos feitos...

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, o grupo de extrema direita, MBL (Movimento Brasil Livre), apresentou na quinta (12) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) alegação pedindo que a corte considere desde já o ex-presidente Lula inelegível.

Os coordenadores do movimento, Rubens Gatti Nunes e Kim Kataguiri, querem que o TSE proíba Lula de participar de qualquer ato de campanha, bem como de arrecadar recursos e aparecer em programas eleitorais de TV.

O MBL solicita ainda que o tribunal proíba institutos de pesquisa de incluírem Lula nos questionários de sondagens eleitorais. O ex-presidente lidera todas os levantamentos feitos até agora.

O candidato do MBL, o empresário Flávio Rocha, que nunca passou de 1% das intenções de votos em nenhuma das pesquisas realizadas, desistiu da candidatura nesta sexta-feira (13).

“É certo que a eventual possibilidade de candidatura do requerido (Lula) gera severa insegurança jurídica à sociedade brasileira”, afirmam.

Os advogados de Lula afirmam que os integrantes não têm “legitimidade ativa” para entrar com a arguição e que não pode haver possibilidade de impugnação de registro de candidatura “sem que haja formalização de pedido de registro”.

“Antes de tudo é preciso dizer que o ex-presidente Lula está no pleno gozo dos direitos políticos. O reconhecimento de eventual inelegibilidade só pode ser realizado pelo TSE depois que o ex-presidente formalizar o pedido de registro”, diz a defesa.

O caso pode ser julgado pela ministra Rosa Weber, que está de plantão no recesso judicial.

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