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12 de janeiro de 2019, 12h02

MBL tenta enquadrar Gleisi com base na Lei de Segurança Nacional

Grupo que liderou manifestações em prol do impeachment da ex´-presidenta Dilma Rousseff usa como base para a representação a ida de Gleisi Hoffmann à cerimônia de posse de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

Foto: CC Felipe Malavasi/Democratize
O Movimento Brasil Livre (MBL), grupo de direita que liderou manifestações em prol do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, protocolou uma representação criminal junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), contra a deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann. As informações são de Mônica Bergamo. Na representação, o advogado do grupo, Rubinho Nunes, argumenta que a parlamentar teria infringido a Lei de Segurança Nacional ao participar da cerimônia de posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na última quinta-feira (10). A base para a ação é o artigo 8 da Lei que veda “entrar em entendimento ou negociação com...

O Movimento Brasil Livre (MBL), grupo de direita que liderou manifestações em prol do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, protocolou uma representação criminal junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), contra a deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann. As informações são de Mônica Bergamo.

Na representação, o advogado do grupo, Rubinho Nunes, argumenta que a parlamentar teria infringido a Lei de Segurança Nacional ao participar da cerimônia de posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na última quinta-feira (10). A base para a ação é o artigo 8 da Lei que veda “entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil”.

Gleisi ainda não se pronunciou sobre a ação.

Em nota divulgada no dia da posse de Maduro, a presidenta do PT expôs os motivos que a levaram participar cerimônia em Caracas. “O PT defende, como é próprio da melhor história diplomática de nosso país, o princípio inalienável da autodeterminação dos povos. Nossa Constituição se posiciona pela não-intervenção e a solução pacífica dos conflitos. Os governos liderados por nosso partido sempre foram protagonistas de mediações e negociações para buscar soluções pacíficas e marcadas pelo respeito à autonomia de todas as nações”, escreveu a petista.

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