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10 de setembro de 2013, 10h59

Menina de oito anos morre no Iêmen em lua de mel com marido de 40

Criança foi vendida pelo padastro por cerca de R$ 6 mil. Ativistas de direitos humanos pressionam para que o "marido" e a família sejam responsabilizados

Criança foi vendida pelo padastro por cerca de R$ 6 mil. Ativistas de direitos humanos pressionam para que o “marido” e a família sejam responsabilizados Do Opera Mundi  Uma criança de oito anos morreu no último sábado (07/09) no Iêmen após a lua de mel com o marido de 40 anos, informaram nesta segunda-feira (09/09) as agências DPA e AFP. Segundo os médicos, a menina morreu com ferimentos internos no útero. A jovem, chamada Rawan, foi vendida pelo padrasto para um saudita por cerca de R$ 6 mil, segundo o jornal alemão Der Tagesspiegel. A morte aconteceu na área tribal de Hardh, na...

Criança foi vendida pelo padastro por cerca de R$ 6 mil. Ativistas de direitos humanos pressionam para que o “marido” e a família sejam responsabilizados

Do Opera Mundi 

Uma criança de oito anos morreu no último sábado (07/09) no Iêmen após a lua de mel com o marido de 40 anos, informaram nesta segunda-feira (09/09) as agências DPA e AFP. Segundo os médicos, a menina morreu com ferimentos internos no útero.

A jovem, chamada Rawan, foi vendida pelo padrasto para um saudita por cerca de R$ 6 mil, segundo o jornal alemão Der Tagesspiegel. A morte aconteceu na área tribal de Hardh, na fronteira com a Arábia Saudita.

Ativistas de direitos humanos pressionam para que o saudita e a família da menina sejam responsabilizados pela morte. “Após este caso horrível, repetimos nossa exigência para uma lei que restrinja o casamento para maiores de 18 anos”, afirmou um membro do Centro Iemenita de Direitos Humanos para a dpa.

Em 2010, outra garota de 13 anos já havia morrido com sangramentos internos cinco dias após o casamento (forçado), de acordo com outra organização de direitos humanos que atua na região.

Há quatro anos, uma lei tentou colocar a idade mínima de 17 anos para o casamento. No entanto, ela foi rejeitada por parlamentares conservadores, que a classificaram de “não islâmica”.

(Imagem de capa ilustrativa / Reprodução) 

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