ASSISTA
05 de Maio de 2014, 15h36

Nigéria: “Eu raptei suas meninas. Vou vendê-las no mercado, por Alá”

Enquanto isso, a maior ação do governo nigeriano foi prender uma das líderes dos protestos feitos pelas mães das reféns

Enquanto isso, a maior ação do governo nigeriano foi prender uma das líderes dos protestos feitos pelas mães das reféns

Por Redação

Um dia depois de as forças de segurança da Nigéria – supostamente a mando da primeira-dama do país, Patience Jonathan – prenderem uma das líderes das manifestações públicas compostas principalmente por mães das reféns que estão exigindo uma ação do governo para o resgate das 276 alunas sequestradas, um líder do grupo radical islâmico Boko Haram postou um vídeo na internet onde alega que “as meninas serão vendidas por vontade de Alá.

As 276 alunas foram sequestradas durante a noite de 14 de abril em uma escola de internato em Chibok, no norte do país, onde o Boko Haram tem sua base e, segundo informações, algumas já teriam sido vendidas como esposas nas fronteiras com países vizinhos (Chade e Camarões), por cerca de 12 dólares.

As duas notícias surgem também após uma das meninas ter conseguido escapar dos sequestradores e relatar que as reféns chegam a ser estupradas até 15 vezes por dia.

#BringBackOurGirls

Já existem campanhas na internet usando a hasthag #BringBackOurGirls (tragam de volta nossas garotas) e novas manifestações públicas são esperadas nesta segunda-feira

Na noite deste sábado (3), o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, havia se reunido com sua equipe de segurança, representantes da escola atacada e outras autoridades do governo com a intenção para que “tudo seja feito” a fim de libertar as meninas.