28 de novembro de 2018, 20h39

Menos de 10% dos aprovados no edital do Mais Médicos aparecem para trabalhar

O caso da cidade de Cosmópolis, no interior de São Paulo, é emblemático, pois dos sete médicos brasileiros aprovados, apenas três estão disponíveis; outros três desistiram antes mesmo de “tomar posse”, além de um que não se apresentou

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Apesar de Jair Bolsonaro ter colocado em seu Twitter que quase 100% das vagas do programa Mais Médicos haviam sido preenchidas por brasileiros, dados divulgados pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (28), divergem do militar. Somente 8,9% dos aprovados no novo edital do Mais Médicos se apresentaram para trabalhar nos postos de saúde, de acordo com informações do UOL.

O governo Temer e Bolsonaro se apressaram em comemorar o fato de que 97,8% das vagas abertas, após a saída dos médicos cubanos, terem sido preenchidas (8.319 de 8.500). No entanto, somente 738 profissionais apareceram para trabalhar. O prazo para se apresentarem é 14 de dezembro, segundo o edital.

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O caso da cidade de Cosmópolis, no interior de São Paulo, é emblemático. Dos sete médicos brasileiros aprovados no novo edital, apenas três estão disponíveis. De acordo com a prefeitura local, três desistiram antes mesmo de “tomar posse”, além de um que não se apresentou.

Este município contava com oito médicos cubanos, mas sete saíram, depois que Bolsonaro atacou os profissionais e o governo de Cuba. O outro fez o Revalida e foi aprovado.

Em outro município, Contagem, na Grande Belo Horizonte, dos cinco médicos brasileiros inscritos, dois desistiram. No posto de Nova Contagem, bairro periférico da cidade, o único médico que havia, um cubano, já deixou o posto.

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