08 de outubro de 2018, 10h44

Mestre de capoeira é assassinado em Salvador por apoiador de Bolsonaro

O crime aconteceu logo após o capoeirista ter uma discussão sobre política com, segundo postagem de amigos e alunos nas redes sociais, “um eleitor do fascista ‘coiso’”

Reprodução/Instagram

O mestre de capoeira e militante da cultura negra Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, foi esfaqueado e morto em um bar, na madrugada desta segunda-feira (8), na região do Dique do Tororó, em Salvador.

O crime aconteceu logo após o capoeirista ter uma discussão sobre política com, segundo postagem de amigos e alunos nas redes sociais, “um eleitor do fascista ‘coiso’”, se referindo ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

“Com muito pesar informo que assassinaram o Mestre Moa Do Katende ontem a noite no Dique, no bar do João, Salvador, por causa de política, em eleitor do fascista ‘coiso’ esfaqueou ele”, diz uma publicação em que acusa um eleitor de Bolsonaro de cometer o crime, que ainda não foi identificado pela polícia.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o crime foi registrado por volta das 0h41, na Avenida Vasco da Gama. A assessoria de imprensa da Secretaria informou que o autor do crime, que teria começado a discussão, manifestou aos gritos seu apoio a Jair Bolsonaro (PSL). Ao se irritar com o comentário da vítima, de que ali as pessoas preferiam o Partido dos Trabalhadores, ele o matou.

“Mestre Moa aguerrido defensor da cultura e do povo negro, sempre a frente pela qualidade de vida da população mais pobre e desfavorecida fará muita falta”, completa a postagem, que recebeu diversos comentários de pesar. “Asé meu guerreiro Moa…gratidão por sua sabedoria”, comentou um internauta. “Meu deus! Que tristeza. Salve o Mestre. Que seja um caminho de luz!!!”, escreveu outra.

Com informações do Bocão News