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26 de julho de 2016, 15h46

Metade da população mundial não acessa a internet, diz relatório

Novos dados divulgados nesta sexta-feira (22) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) também apontaram os números da chamada “desigualdade digital”: enquanto na Europa 84% dos domícilios acessa a interne, na África o percentual é de 15,4% Por Redação Novos dados divulgados nesta sexta-feira (22) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostraram que 3,7 bilhões de pessoas permanecem sem acesso à internet no mundo. A projeção da UIT é que até o fim do ano, mais da metade da população mundial, ou 3,9 bilhões de pessoas, estarão sem acesso à rede. O relatório revelou que a penetração da internet é de...

Novos dados divulgados nesta sexta-feira (22) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) também apontaram os números da chamada “desigualdade digital”: enquanto na Europa 84% dos domícilios acessa a interne, na África o percentual é de 15,4%

Por Redação

Novos dados divulgados nesta sexta-feira (22) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostraram que 3,7 bilhões de pessoas permanecem sem acesso à internet no mundo. A projeção da UIT é que até o fim do ano, mais da metade da população mundial, ou 3,9 bilhões de pessoas, estarão sem acesso à rede.

O relatório revelou que a penetração da internet é de 81% nos países desenvolvidos, de 40% nos emergentes e de 15% nos países mais pobres. Se analisarmos por continente, a disparidade entre o chamado “mundo desenvolvido” e os países emergentes ficam ainda mais evidentes.

Enquanto quase 1 bilhão de lares no mundo têm acesso à internet (sendo que, desse total, 230 milhões estão na China, 60 milhões na Índia e 20 milhões nos 48 países menos desenvolvidos do mundo), os números de acesso domiciliar revelam a amplitude da desigualdade digital, com 84% dos domicílios conectados na Europa, comparados a 15,4% no continente africano.

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Além disso, as taxas de penetração são mais altas entre homens em todas as regiões do mundo. As desigualdades globais de gênero no uso da internet subiram de 11% em 2013 para 12% em 2016. As maiores discrepâncias estão na África, com 23%, e as menores, nas Américas, com 2%.

“A interconectividade global está crescendo rapidamente. No entanto, é preciso fazer mais para acabar com a desigualdade digital e levar mais da metade da população global que não utiliza a Internet para a economia digital”, disse o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao.

Em 2011, a ONU declarou que o direito de acesso a internet é um direito humano – como o direito à saúde, à educação e à moradia.

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