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19 de outubro de 2018, 17h29

Metade dos eleitores acha que o Brasil pode ter nova ditadura, diz Datafolha

A maioria dos eleitores de Bolsonaro acha que não existe nenhuma chance de uma nova ditadura. A situação muda entre eleitores de Haddad

Reprodução
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (19) mostrou que metade dos eleitores brasileiros acredita que é possível a volta de uma ditadura no Brasil. A primeira pergunta feita pelos entrevistadores foi: “Atualmente, você acha que há alguma chance de haver uma nova ditadura no Brasil?”. As respostas foram divididas em quatro categorias: 31% dos entrevistados acham que há muita chance de isso acontecer, 19% acreditam que há pouca chance, 42% dizem que não existe nenhuma chance e 8% não souberam responder. De acordo com o Datafolha, o índice de pessoas que acham que pode haver alguma chance de um regime ditatorial...

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (19) mostrou que metade dos eleitores brasileiros acredita que é possível a volta de uma ditadura no Brasil. A primeira pergunta feita pelos entrevistadores foi: “Atualmente, você acha que há alguma chance de haver uma nova ditadura no Brasil?”. As respostas foram divididas em quatro categorias: 31% dos entrevistados acham que há muita chance de isso acontecer, 19% acreditam que há pouca chance, 42% dizem que não existe nenhuma chance e 8% não souberam responder.

De acordo com o Datafolha, o índice de pessoas que acham que pode haver alguma chance de um regime ditatorial aumentou 11 pontos, quando comparado com a pesquisa de fevereiro de 2014. O índice de eleitores que declararam que não há chance nenhuma de nova ditadura recuou de 51% para 42%.

Quando são analisados maiores detalhes da pesquisa, é possível observar que os maiores percentuais de quem falou que não há nenhuma chance de ter uma nova ditadura estão entre homens e pessoas com renda acima de cinco salários mínimos. A ideia de que existe alguma chance de uma nova ditadura é mais alta entre as mulheres.

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Homens que acham que não há nenhuma chance são 50%. Os que acreditam que tem muita chance são 27%. Aqueles que acham que tem pouca chance somam 18% e não sabem, 5%. As mulheres que acreditam que existe muita chance são 34%. Aquelas que acham que não tem nenhuma chance também são 34%. Mulheres que acham que existe pouca chance são 21% e que não sabem, 11%.

Os pesquisados também foram separados entre eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A maioria dos eleitores do militar acha que não existe nenhuma chance de uma nova ditadura: 65%. Aqueles que afirmaram ter um pouco de chance são 16% e os que acham que tem muita chance são 13%. Entre os eleitores do petista, a situação muda completamente: 53% acham que existe muita chance de que exista um novo regime ditatorial no Brasil. Enquanto isso, 22% acham que tem um pouco de chance e 16% acreditam não ter nenhuma chance.

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O instituto também perguntou: “Pelo que você sabe ou ouviu dizer, a ditadura militar que governou o País de 1964 a 1985 deixou mais realizações positivas do que realizações negativas para o Brasil ou deixou mais realizações negativas do que realizações positivas para o Brasil?” A maioria das pessoas (51%) disse que tiveram mais realizações negativas; 32% afirmaram que foram mais positivas e 17% disseram não saber.

Quando é feito um detalhamento por região, o Sul do País acredita que teve mais realizações positivas (41%); 37% dos eleitores da região afirmaram que foram mais realizações negativas. Não sabem foram 22%. Quando se é feita a mesma pergunta no Nordeste, a situação muda: 58% dos eleitores acreditam que foi mais negativo; 24% afirmaram que foi mais positivo e 18% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de outubro, foram ouvidos 9.137 eleitores em 341 municípios. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

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