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21 de março de 2019, 11h24

Michel Temer é preso três meses após deixar o poder

Os mandados contra Temer foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro

A Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), Michel Temer, ex-presidente da República, que foi artífice do golpe que depôs Dilma Rousseff(PT). Os agentes ainda cumpriram um mandado contra Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia, que também foi preso. Há outros mandados de prisão também contra Eliseu Padilha, ex-ministro-Chefe da Casa Civil de Temer, e o coronel Lima, amigo de Temer há mais de 30 anos, que, de acordo com delator, teria pedido dinheiro, em nome dele a empresas do porto de Santos (SP), tradicional área de influência política do peemedebista. Os mandados...

A Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), Michel Temer, ex-presidente da República, que foi artífice do golpe que depôs Dilma Rousseff(PT). Os agentes ainda cumpriram um mandado contra Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia, que também foi preso.

Há outros mandados de prisão também contra Eliseu Padilha, ex-ministro-Chefe da Casa Civil de Temer, e o coronel Lima, amigo de Temer há mais de 30 anos, que, de acordo com delator, teria pedido dinheiro, em nome dele a empresas do porto de Santos (SP), tradicional área de influência política do peemedebista.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Desde quarta-feira (20), a Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou.

Primeira instância
No início de fevereiro, Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu enviar à Justiça Federal em Brasília, a denúncia apresentada contra Michel Temer no caso do inquérito dos portos. Não há, no entanto, informações se a prisão é referente a esse processo.

No fim de 2018, Temer foi denunciado por Raquel Dodge, procuradora-geral da República, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por integrar um suposto esquema para favorecer empresas na edição de um decreto sobre o setor portuário.

A procuradora denunciou mais cinco pessoas por corrupção ativa e passiva e lavagem, entre elas, o ex-assessor especial da Presidência da República, Rodrigo Rocha Loures. A procuradora também acusou de crimes o amigo do presidente, o coronel aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho.

Barroso afirma na decisão que a procuradora descreveu “detalhadamente o funcionamento de um esquema duradouro de corrupção que se teria formado em torno do ex-Presidente da República, Michel Temer”.

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