26 de junho de 2018, 14h45

“Mídia se tornou uma facção política e partidária”, diz Dilma após Roda Viva com Manuela

Ex-presidenta prestou solidariedade à Manuela D'Ávila, que foi vítima de ataques machistas e misóginos em um programa que teve até coordenador da campanha de Bolsonaro como "entrevistador"

Foto: Karla Boughoff

Em meio a onda de manifestações contra o programa ‘Roda Viva’, da TV Cultura, a ex-presidenta Dilma Rousseff também se manifestou sobre o assunto. O tradicional programa de entrevistas teve no centro de sua roda, nesta segunda-feira (25), a pré-candidata à presidência pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, e o que se viu foi uma sequência de provocações, insinuações e interrupções por parte dos entrevistadores. Saiba mais como foi aqui.

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“As grosserias do ‘Roda Viva’ demonstram que a imprensa brasileira se tornou uma facção política e partidária”, escreveu Dilma na tarde desta terça-feira (26) em uma nota de solidariedade à Manuela.

Confira a íntegra.

A AGRESSÃO A MANUELA

As grosserias do ‘Roda Viva’ demonstram que a imprensa brasileira se tornou uma facção política e partidária.

Manifesto minha integral solidariedade à deputada Manuela D’Ávila, alvo de ataques machistas e misóginos no ‘Roda Viva’. Convidada para falar sobre sua candidatura, Manuela foi hostilizada pelo âncora e pelos entrevistadores.

Foi interrompida dezenas de vezes para que não pudesse concluir as respostas. Um chefe de campanha de Bolsonaro foi convocado para insultá-la. Mas Manuela foi corajosa e firme. Saiu do programa engrandecida, como política e como mulher.

Apesar das agressões de que foi vítima, Manuela soube vencer a mídia grosseira e manipuladora do ‘Roda Viva’. Apresentou propostas, denunciou a injustiça contra Lula e defendeu a democracia. Tem todo nosso respeito e homenagem.

As grosserias contra Manuela no ‘Roda Viva’ são mais uma demonstração da parcialidade de uma imprensa que há muito abandonou qualquer resquício de isenção e imparcialidade, tornando-se uma facção política e partidária.

DILMA ROUSSEFF