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12 de dezembro de 2017, 11h15

Miguel Rossetto: “Em duas experiências de governo no RS, o PT nunca atrasou salários”

Sobre a gestão do peemedebista José Ivo Sartori, Rossetto disse ainda: “O atual governo faz escolhas erradas, trabalha mal e demonstra brutal incompetência”

Sobre a gestão do peemedebista José Ivo Sartori, Rossetto disse ainda: “O atual governo faz escolhas erradas, trabalha mal e demonstra brutal incompetência” Da Redação* Miguel Rossetto (PT), indicado por aclamação candidato a governador pelo Rio Grande do Sul, em convenção no último sábado (9), espera liderar um projeto que una a esquerda gaúcha em oposição ao governo de José Ivo Sartori (PMDB). O ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, diz ser possível pagar em dia o salário do funcionalismo e defende encontro de contas entre os créditos da Lei Kandir e a dívida com...

Sobre a gestão do peemedebista José Ivo Sartori, Rossetto disse ainda: “O atual governo faz escolhas erradas, trabalha mal e demonstra brutal incompetência”

Da Redação*

Miguel Rossetto (PT), indicado por aclamação candidato a governador pelo Rio Grande do Sul, em convenção no último sábado (9), espera liderar um projeto que una a esquerda gaúcha em oposição ao governo de José Ivo Sartori (PMDB). O ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, diz ser possível pagar em dia o salário do funcionalismo e defende encontro de contas entre os créditos da Lei Kandir e a dívida com a União.

Ao ser perguntado sobre como seria a sua atuação em um estado que atrasa pagamentos, Rossetto ressaltou a necessidade de se fazer um plano de governo consistente, com “crescimento econômico, muito trabalho e superação da crise fiscal. Essa superação exige nova relação do Rio Grande com a União. A crise fiscal deve ser superada com o equacionamento definitivo da dívida com os créditos que o Estado tem pela Lei Kandir. Não devemos aceitar a condenação fiscal por mais 30 anos. O projeto que o governo Sartori tenta aprovar, no final do ano e de forma quase clandestina, é um desastre”.

Rossetto disse ainda que considera o acordo de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal do governo federal um desastre. “O acordo adia o pagamento da dívida por três anos, que passa de R$ 60 bilhões para R$ 90 bilhões em 2020. A proposta congela os efetivos das polícias, da educação, e submete o Rio Grande a uma junta administrativa do governo Michel Temer, que passa a governar o Rio Grande. Já pagamos essa dívida por 20 anos e se pretende pagar por mais 30. Nenhum país derrotado em guerra ficou 50 anos pagando dívidas de guerra. Isso é uma condenação fiscal para o futuro do Estado”.

Para ele, a alternativa à adesão ao acordo seria o encontro de contas entre o que devemos e os créditos da Lei Kandir. “É tarefa de um governador negociar com altivez e responsabilidade na defesa dos interesses do Rio Grande. O projeto que o Sartori apresenta é da União, representa uma submissão do governo estadual. Temos que inverter esse jogo, liderando um movimento. O governo Tarso Genro, ao mudar o indexador do serviço da dívida com a União, reduziu seu custo. Se isso vigorasse lá em 1996, quando o acordo original foi assinado, a dívida já estaria paga e ainda teríamos R$ 8 bilhões de crédito. Já pagamos essa dívida por 20 anos e se pretende pagar por mais 30”.

Sobre os atrasos de salário, o candidato disse que “o governo do Estado deve melhorar a gestão, combater a sonegação, ampliar a capacidade de arrecadação e incorporar as melhores tecnologias de avaliação e acompanhamento das políticas públicas. O ajuste do Estado não é uma equação contábil”.

Rossetto lembrou ainda que, em duas experiências de governo no Rio Grande do Sul, o PT nunca atrasou salários. “Governar significa fazer escolhas. A nossa bancada e a equipe técnica do partido afirmam que é possível pagar em dia. O fluxo financeiro do Estado é uma caixa-preta. O atual governo faz escolhas erradas, trabalha mal e demonstra brutal incompetência”.

Para recuperar os eleitores que se desencantaram com o PT, ele disse que precisa haver diálogo. “Esses eleitores estão escandalizados com os governos Temer e Sartori, com o PSDB, o PMDB e a destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários. Estão escandalizados com 25 meses de atrasos nos salários. Esse é o debate central que faremos”, disse.

Sobre a sua campanha ao governo do estado, Rossetto diz que será “articulada para mudar o Brasil e o Rio Grande, oferecendo um projeto liderado pelo Lula, com desenvolvimento, inclusão social e respeito à sociedade”.

Para finalizar, Miguel Rossetto anuncia a sua candidatura como uma grande renovação no PT. “Me sinto honrado com a indicação por unanimidade do diretório estadual e o grande apoio dos companheiros Olívio e Tarso. O PT sempre foi chamado para arrumar o Estado a partir de governos do PMDB e do PSDB. Estamos preparados para assumir essa responsabilidade mais uma vez”, concluiu.

*Com informações do Zero Hora

Foto: MDA

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