ASSISTA
16 de junho de 2016, 13h54

Milhares de pessoas vão às ruas em protesto contra assassinato de professores gays na Bahia

Os corpos dos dois homens foram descobertos carbonizados no porta-malas de um carro; polícia trabalha com a hipótese de homofobia como motivação para o crime.

Os corpos dos dois homens foram descobertos carbonizados no porta-malas de um carro; polícia trabalha com a hipótese de homofobia como motivação para o crime

Por Redação

Os professores da rede estadual de ensino da Bahia Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira foram mortos na cidade de Santa Luz, a 260 quilômetros de Salvador, na última sexta-feira (10). Os corpos foram descobertos carbonizados no porta-malas do carro de Edivaldo, conhecido como Nino. De acordo com conhecidos das vítimas, os dois eram muito amigos e trabalhavam juntos.

Nesta semana, milhares de moradores da cidade fizeram uma manifestação contra a barbaridade do crime, exigindo maior agilidade nas investigações por parte das autoridades e pedindo mais segurança nas vias e rodovias públicas. Até agora, dois adolescentes deram depoimentos à polícia, mas foram liberados. Ninguém foi preso.

O delegado que apura o caso trabalha com a hipótese de homofobia como motivação para o crime, já que os dois professores eram assumidamente gays. O assassinato de Edivaldo e Jeovan aconteceu no mesmo fim de semana do massacre em uma boate de Orlando (EUA) voltada ao público LGBT. A tragédia terminou com 49 mortos e 53 feridos.

Foto: Pragmatismo Político