14 de dezembro de 2018, 07h48

Milicianos mataram Marielle porque ela “atrapalhava” grilagem de terras na zona Oeste do Rio, diz general

Nesta quinta-feira (13), a polícia civil do Rio de Janeiro interceptou um plano para assassinar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). O plano estava sendo feito por um policial e dois comerciantes com ligações a grupos milicianos na Zona Oeste do Rio.

Montagem

Em entrevista a Marcelo Godoy, na edição desta sexta-feira (14) do jornal O Estado de S.Paulo, o general Richard Nunes, secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro, afirmou que a vereadora Marielle Franco (PSol) foi assassinada por atrapalhar “negócios” de grilagem de terra de milicianos na zona Oeste da capital fluminense.

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“Ela estava lidando em determinada área do Rio controlada por milicianos, onde interesses econômicos de toda ordem são colocados em jogo. A milícia atua muito em cima da posse de terra e assim faz a exploração de todos os recursos. E há no Rio, na área oeste, na baixada de Jacarepaguá problemas graves de loteamento, de ocupação de terras. Essas áreas são complicadas”, disse o general, ressaltando que Marielle fazia uma “conscientização das pessoas sobre a posse da terra”.

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Nesta quinta-feira (13), a polícia civil do Rio de Janeiro interceptou um plano de milicianos para assassinar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) planejado para este sábado (15). O plano estava sendo feito por um policial e dois comerciantes com ligações a grupos milicianos na Zona Oeste do Rio.

Segundo Nunes, o crime estava sendo planejado desde 2017. “O que entendo hoje é que os criminosos superestimaram o papel que a vereadora poderia desempenhar. Era um crime que já estava sendo planejado desde o final de 2017, antes da intervenção. Isso aí nós temos já; está claro na investigação”.

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