03 de dezembro de 2018, 17h41

Militante morto em unidade chefiada por “herói” de Bolsonaro é identificado pelo DNA

Exame reconheceu restos mortais de Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, preso no DOI-Codi quando o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra era comandante

O coronel Brilhante Ustra comandou o DOI-Codi e é chamado de “herói” por Jair Bolsonaro – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Grupo de Trabalho Perus (GTP) anunciou, nesta segunda-feira (3), que identificou os restos mortais do bancário Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, desaparecido quando tinha 49 anos de idade. O reconhecimento foi possível graças ao exame de DNA, de acordo com informações de Rubens Valente, da Folha de S.Paulo.

Ferreira foi preso e torturado pela ditadura militar, em 1971, no DOI-Codi de São Paulo, unidade militar então comandada por Carlos Brilhante Ustra (1932-2015). O coronel é tratado como “herói brasileiro” por Jair Bolsonaro e seu vice, o general da reserva Antônio Hamilton Mourão.

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O Ministério Público Federal denunciou Ustra e outro agente da ditadura, em 2012, pelo desaparecimento e morte de Ferreira. Contudo, o coronel foi excluído da ação depois de sua morte. A denúncia foi rejeitada pela Justiça Federal com o argumento de que seria uma desconsideração a decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) da Lei da Anistia. O MPF recorreu e o caso está sob análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Militância

Ferreira era funcionário do Banco do Brasil e líder sindical. Preso, chegou a ser transferido para o Departamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo, órgão do Exército, local onde morreu depois de torturas.

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