04 de março de 2016, 10h03

Milton Temer: Nem a República do Galeão ousou

“Não apareceu até agora nenhuma conta na Suíça, secreta, direta ou dissimulada, em nome de Lula”, apontou em postagem um dos principais nomes do Psol, pontuando a diferença de tratamento em relação a outro ex-presidente. “Para que haja igualdade de tratamento, mais grave é o silêncio sobre as transações transatlânticas de FHC, no cala-boca que se desdobrou por décadas, em benefício de uma ex-namorada. Quanto ao líder tucano, as provas são evidentes de uma cumplicidade explícita com a Brasif”

Por Redação

Uma das principais figuras do Psol e opositor do governo Dilma, Milton Temer postou nesta sexta (4) em sua página no Facebook, texto no qual questiona a Operação Alethea, deflagrada hoje pela Polícia Federal no âmbito da Lava Jato. “Não sou apóstolo de Lula. Não gosto dele, política e pessoalmente, por fatos vários que enfrentei quando militava no saudoso PT. Mas não consigo aceitar de forma natural essa ‘todos são iguais perante a lei’ para a condução coercitiva do ex-presidente”, escreveu.

Confira abaixo a íntegra do texto de Temer:

NEM A REPÚBLICA DO GALEÃO OUSOU- Não sou apóstolo de Lula. Não gosto dele, política e pessoalmente, por fatos vários que enfrentei quando militava no saudoso PT. Mas não consigo aceitar de forma natural essa “todos são iguais perante a lei” para a condução coercitiva do ex-presidente.
Que levassem Okamoto. Que ouvissem Clara Ant. O próprio filho e seus sócios. Como os golpistas de 54 fizeram contra Getúlio, em 54. 
Não apareceu até agora nenhuma conta na Suíça, secreta, direta ou dissimulada, em nome de Lula.
Para que haja igualdade de tratamento, mais grave é o silêncio sobre as transações transatlânticas de FHC, no cala-boca que se desdobrou por décadas, em benefício de uma ex-namorada. Quanto ao líder tucano, as provas são evidentes de uma cumplicidade explícita com a Brasif. Dólares não contabilizados rolaram durante décadas, sem nenhum controle da Receita. Só agora se tornaram públicos.
Vai tudo para baixo do tapete? Ou haverá também uma “condução coercitiva” para que a Nação confirme, enfim, que as instituições republicanas se aplicam de forma semelhante a todos os brasileiros?