05 de dezembro de 2018, 08h46

Ministra da Agricultura rejeita Funai; “vai para algum lugar”, diz Bolsonaro

A Fundação recebeu críticas de Bolsonaro durante a campanha. No fim de semana, o presidente eleito voltou a reclamar da atual política indigenista e afirmou que vai “proporcionar meios para os índios” se “integrarem à sociedade”.

Montagem

Vinculada ao Ministério da Justiça há mais de 30 anos, a Fundação Nacional do Índio (Funai) não encontra espaço no rearranjo ministerial do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o jornalista Ricardo Balthazar, na coluna Painel na Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (5), a ideia do capitão da reserva em transferir o órgão para a pasta da Agricultura já foi preterida pela futura ministra, a ruralista Tereza Cristina (DEM/MS).

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Para Tereza, seria muito difícil administrar no mesmo ministério o conflito entre os interesses dos produtores rurais e dos povos indígenas, foco de atritos constantes nos últimos anos.

Nesta terça-feira (5), Bolsonaro ainda não sabia o que fazer com o órgão, que trata das relações com comunidades indígenas. “A Funai vai para algum lugar. Acho que para a Agricultura não. Pode ir lá para Ação Social [ministério da Cidadania]”, afirmou.

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A Fundação recebeu críticas de Bolsonaro durante a campanha. No fim de semana, o presidente eleito voltou a reclamar da atual política indigenista e afirmou que vai “proporcionar meios para os índios” se “integrarem à sociedade”.

“O índio quer médico, quer dentista, quer televisão, quer internet. Vamos proporcionar meios para que o índio seja igual a nós”, disse Bolsonaro.

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