26 de junho de 2018, 15h48

Ministro do Turismo diminui assédio de brasileiros na Rússia: “Não morreu ninguém”

Vinicius Lummertz, que está em Moscou, disse que o Brasil vive uma era de "intolerância com a falha humana". A deputada federal Maria do Rosário rebateu: "Despreparado" 

(Foto: Crédito: Roberto Castro/ MTur)

No sentido contrário ao de milhares de mulheres, ativistas e entidades, tanto brasileiras quanto russas, que manifestaram repúdio ao assédio praticado por um grupo de brasileiros durante a Copa do Mundo contra uma mulher russa, o ministro do Turismo brasileiro, Vinicius Lummertz, diminuiu a gravidade da situação. “Não morreu ninguém”, disse nesta terça-feira (26) em Moscou.

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“(A repercussão foi grande) por causa das redes sociais, não pelo fato em si. Porque não morreu ninguém, ninguém foi assassinado. Perante o mundo real, eu entendo o simbolismo, mas o simbolismo não representa nada estatisticamente”, afirmou. Para Lummertz, o Brasil vive uma era de “intolerância com a falha humana” e o brasileiro deveria se preocupar mais com os “altos índices de violência”. A íntegra da fala do ministro do Turismo está disponível em uma reportagem do UOL.

“Despreparado”

Pelo Twitter, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), que tem em seu mandato uma forte aproximação com a pauta dos direitos das mulheres, rebateu. “Esse despreparado não sabe q o assédio é parte da cultura de poder sobre às mulheres que faz o Brasil a ser o 5º país do mundo em feminicídios? Era o que faltava! Agora existe uma categoria de interesse turístico do governo chamada ‘turistas assediadores’? Menos vergonha por favor!”.

Relembre o caso

Começou a circular no começo da semana passada um vídeo que mostra um grupo de torcedores brasileiros assediando uma mulher russa. Eles induziam a mulher a repetir frases de teor ofensivo e sexual em português, sem que ela entendesse uma só palavra. Os agressores foram identificados e até mesmo uma investigação contra eles na Rússia pode vir a ser aberta.