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28 de junho de 2018, 17h33

Ministro Marco Aurélio concede habeas corpus a Cunha, mas ele segue preso

Ex-deputado do MDB está na prisão desde outubro 2016, em consequência de uma ação em que ele é réu na Operação Lava Jato

O ex-deputado Eduardo Cunha. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder liminar para que o ex-deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB), fosse liberado. A iniciativa, segundo reportagem de Renato Souza, do Correio Braziliense, se refere à prisão decretada pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte, durante ação da Operação Manaus, e se trata de um suposto esquema de pagamento de propina a políticos por construtoras que participaram das obras da Arena Dunas, em Natal. Entretanto, Cunha está preso em consequência de uma condenação na Operação Lava Jato. Portanto, ele continuará na cadeia. A prisão do deputado cassado...

Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder liminar para que o ex-deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB), fosse liberado. A iniciativa, segundo reportagem de Renato Souza, do Correio Braziliense, se refere à prisão decretada pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte, durante ação da Operação Manaus, e se trata de um suposto esquema de pagamento de propina a políticos por construtoras que participaram das obras da Arena Dunas, em Natal.

Entretanto, Cunha está preso em consequência de uma condenação na Operação Lava Jato. Portanto, ele continuará na cadeia. A prisão do deputado cassado foi decretada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele está preso desde outubro de 2016, acusado de receber repasses ilegais por intermédio de um contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de enviar o dinheiro para contas na Suíça.

O ex-deputado é alvo também de inúmeras outras ações penais por participação em esquemas de corrupção. Em pelo menos mais uma, também foi condenado. No dia 1ª de junho, o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, sentenciou Eduardo Cunha a 24 anos e 10 meses de cadeia, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. A condenação tem ligação com desvios em fundos da Caixa Econômica Federal.

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