11 de agosto de 2018, 14h25

Monsanto é condenada a pagar mais de R$1 bilhão a homem que teve câncer

Um jardineiro americano alega que seu câncer foi causado por conta do uso de agrotóxicos da Monsanto; a multinacional informou que vai recorrer da decisão do júri

Foto: Reprodução/ABC News

A multinacional fabricante de agrotóxicos Monsanto foi condenada nesta semana pela Justiça norte-americana a pagar US$289 milhões (R$1,1 bilhão) a um homem que teve câncer.

Dewayne Johnson, que trabalhava com jardineiro em uma escola, alega que seu câncer, diagnosticado em 2014, foi causado pelo uso de um herbicida da empresa que contém glifosato, substância questionada por inúmeros estudos científicos por ser, supostamente, cancerígena.

Depois de uma discussão de oito semanas, o júri entendeu que a Monsanto estava “mal intencionada” e que a empresa falhou ao não alertar os consumidores sobre os riscos do produto.

“Quando você está certo, é muito fácil ganhar”, afirmou Brent Wisner, advogado de Johnson.

Logo após a decisão do júri, a Monsanto, que foi comprada recentemente pela Bayer, empresa que produz remédios para tratar do câncer, informou através de nota que seu produto é “seguro” e que, apesar de “empatizar” com Johnson e sua família, não pode ser considerada a culpada pelo seu diagnóstico de câncer.

“A decisão de hoje não muda o fato de que mais de 800 estudos científicos – e conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, do Instituito Nacional de Saúde dos EUA e de agências regulatórias ao redor do mundo – baseiam a conclusão de que o glifosato não causa câncer, e não causou o câncer de Johnson”, disse a empresa, que garantiu que vai recorrer da sentença.

Há mais de 5 mil outros processos em andamento nos Estados Unidos que acusam empresas de agrotóxicos de terem causado câncer com seus produtos.

*Com informações da BBC Brasil. Leia a reportagem completa aqui