Seja Sócio Fórum
26 de dezembro de 2017, 15h18

Morador de rua homossexual é encontrado carbonizado em Mongaguá

Suspeitas são de crime de homofobia. De acordo com uma moradora, não foi a primeira vez em que atearam fogo nele

Suspeitas são de crime de homofobia. De acordo com uma moradora, não foi a primeira vez em que atearam fogo nele Da Redação* O corpo de um morador de rua homossexual foi encontrado carbonizado, no último domingo (24), dentro de um estacionamento abandonado onde ele costumava passar as noites. Segundo amigos da vítima ouvidos pelo G1, ele teria sido vítima de homofobia. De acordo com informações da Polícia, Alexandre [sobrenome desconhecido] estava dormindo em um galpão localizado no bairro Jardim Marina quando o local foi incendiado. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram ao...

Suspeitas são de crime de homofobia. De acordo com uma moradora, não foi a primeira vez em que atearam fogo nele

Da Redação*

O corpo de um morador de rua homossexual foi encontrado carbonizado, no último domingo (24), dentro de um estacionamento abandonado onde ele costumava passar as noites. Segundo amigos da vítima ouvidos pelo G1, ele teria sido vítima de homofobia.

De acordo com informações da Polícia, Alexandre [sobrenome desconhecido] estava dormindo em um galpão localizado no bairro Jardim Marina quando o local foi incendiado. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram ao local para atender a ocorrência e encontraram a vítima sem vida.

Segundo testemunhas ouvidas pela reportagem do G1, o rapaz era conhecido como Alexandre e costumava vender panos de prato na feirinha de artesanato do bairro Vera Cruz. De acordo com os comerciantes do local, ele teria vindo de outra cidade e era considerado uma pessoa bastante querida pelos moradores da cidade.

“Ele era uma pessoa super prestativa e atenciosa. Era homossexual, mas a maioria respeita. Não é a primeira vez que acontece isso. Atearam fogo nele há cerca de dois meses. Como o quiosque onde ele dormia foi vendido, o novo dono não deixou ele ficar lá e, por isso, foi morar nesse local. Ele foi morto por ser homossexual”, disse o professor Jorge Morais, que conhecia o morador de rua.

A perícia avaliou o local e um boletim de ocorrência de incêndio e morte suspeita foi registrado na Delegacia de Mongaguá. De acordo com o delegado Ruy de Mattos, ainda não há indícios que comprovem que o incêndio foi criminoso ou que haja uma relação com a opção sexual do morador de rua. Essas hipóteses, porém, não foram descartadas.

“Estão sendo ouvidas algumas testemunhas e após conclusão pericial é que poderemos dizer. Precisamos de testemunhas que nos digam as coisas, para confirmarmos ou não as motivações”, disse o delegado. O corpo do morador de rua foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande e, até a manhã desta terça-feira (26), ainda não havia sido liberado.

Crimes de homofobia

A Polícia Civil registrou 1.179 crimes de homofobia desde que passou a contabilizar esse tipo de ocorrência, em novembro de 2015, até outubro deste ano. O levantamento da polícia aponta, em média, mais de três ocorrências por dia no estado.

 

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum