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03 de dezembro de 2018, 15h14

Moro acusa Haddad e diz que aceitou ir para a política por estar “cansado de levar bola nas costas”

Ex-juiz disse, em seminário na Espanha, que não vê "autoritarismo" em Bolsonaro e que Fernando Haddad é quem "tinha propostas de controle social da imprensa e do Judiciário”.

Moro e Vargas Llosa (Reprodução/Twitter)
Em seminário nesta segunda-feira (3) em Madri, o ex-juiz e futuro superministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL), Sérgio Moro, disse que trocou o judiciário pela política por estar “cansado de tomar bola nas costas” e acusou Fernando Haddad (PT), adversário do capitão da reserva, de ter “propostas de controle social da imprensa e do Judiciário”. “Como gostamos de futebol, temos no Brasil uma expressão segundo a qual alguém diz estar cansado de levar bola nas costas”, afirmou à plateia de um seminário promovido pela Fundação Internacional para a Liberdade, presidida pelo Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa, que...

Em seminário nesta segunda-feira (3) em Madri, o ex-juiz e futuro superministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL), Sérgio Moro, disse que trocou o judiciário pela política por estar “cansado de tomar bola nas costas” e acusou Fernando Haddad (PT), adversário do capitão da reserva, de ter “propostas de controle social da imprensa e do Judiciário”.

“Como gostamos de futebol, temos no Brasil uma expressão segundo a qual alguém diz estar cansado de levar bola nas costas”, afirmou à plateia de um seminário promovido pela Fundação Internacional para a Liberdade, presidida pelo Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa, que mediou a mesa. “Meu trabalho no Judiciário era relevante, mas tudo aquilo poderia se perder se não impulsionasse reformas maiores, que eu não poderia fazer como juiz”.

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Lembrado por Vagas Llosa da fama de fascista de Bolsonaro, Moro disse “não acreditar nessas etiquetas”, defendeu o presidente eleito e atacou Fernando Haddad.

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“Não vislumbro no presidente traço de autoritarismo”, disse. “O próprio reiteradamente afirmou seu compromisso com a democracia e com o Estado de Direito. Era o principal candidato opositor [Fernando Haddad] que, a rigor, tinha propostas de controle social da imprensa e do Judiciário”, disse Moro.

Sobre as artimanhas que ele fez para prender e inabilitar o ex-presidente Lula, além de influenciar no processo eleitoral com a divulgação das delações do ex-ministro Antonio Palocci a seis dias do primeiro turno, antes de aceitar o convite para ser parte do governo de Bolsonaro, Moro desconverou, dizendo que ninguém poderia saber que o militar da reserva seria eleito. “Ninguém antevia que ele seria eleito. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.”

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