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06 de novembro de 2018, 17h04

Moro discorda de Bolsonaro sobre tratar movimentos sociais como terroristas

Sobre o uso de armas, Moro disse ainda: "uma flexibilização excessiva pode ser utilizada como armamento para organizações criminosas”

Foto: Reprodução GloboNews
Apesar de afirmar, em coletiva realizada em Curitiba, nesta terça-feira (6), estar numa posição subordinada”, o juiz e futuro ministro da Justiça Sérgio Moro discordou do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ao afirmar não ser “consistente” tratar movimentos sociais como “terroristas”, o que não significa que sejam “inimputáveis”, disse. Bolsonaro defendeu durante a campanha tipificar como ações terroristas invasões de propriedades privadas. Outra bandeira defendida por Bolsonaro ponderada por Moro foi a flexibilização do uso de armas. Questionado a respeito, ele disse ser favorável à flexibilização da legislação sobre armas, mas afirmmou que “uma flexibilização excessiva pode ser utilizada como...

Apesar de afirmar, em coletiva realizada em Curitiba, nesta terça-feira (6), estar numa posição subordinada”, o juiz e futuro ministro da Justiça Sérgio Moro discordou do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ao afirmar não ser “consistente” tratar movimentos sociais como “terroristas”, o que não significa que sejam “inimputáveis”, disse.

Bolsonaro defendeu durante a campanha tipificar como ações terroristas invasões de propriedades privadas.

Outra bandeira defendida por Bolsonaro ponderada por Moro foi a flexibilização do uso de armas. Questionado a respeito, ele disse ser favorável à flexibilização da legislação sobre armas, mas afirmmou que “uma flexibilização excessiva pode ser utilizada como armamento para organizações criminosas. Tem que pensar quantas armas o indivíduo poderá ter em sua casa”, afirmou.

Moro falou também sobre confronto entre policiais e criminosos. “Embora a estratégia policial não seja o confronto, temos que entender que o confronto é uma possibilidade”. Ele dá exemplo de pessoas que vivem em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. “A estratégia tem que ser evitar qualquer espécie de confronto. Havendo confronto, tem que discutir”.

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Ele entende que a lei já contempla essas situações, mas abre possibilidade de discussão. “Tem que ser avaliado se é necessária uma regulação melhor”, disse.

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