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12 de junho de 2018, 08h28

Moro era o Mazzaropi das mensagens dos empreiteiros

Assim como políticos e empresários citados em listas de propinas, Moro também ganhou um apelido

O juiz Sergio Moro não escapou de receber uma “homenagem” dos empreiteiros envolvidos na Lava Jato. Assim como políticos e empresários citados em listas de propinas, Moro ganhou um apelido para chamar de seu: Mazzaropi. Um dos maiores nomes na história do cinema nacional, Mazzaropi arrastou multidões para ver seus filmes. As estreias paravam São Paulo nos anos 60.  Amâncio Mazzaropi levava com sucesso para a tela grande a vida do caipira. A comparação com o juiz pode guardar relação com o “jeitão” do personagem em muitos dos filmes: mal-humorado, dono de uma voz metálica e de um “r” arrastado...

O juiz Sergio Moro não escapou de receber uma “homenagem” dos empreiteiros envolvidos na Lava Jato. Assim como políticos e empresários citados em listas de propinas, Moro ganhou um apelido para chamar de seu: Mazzaropi.

Um dos maiores nomes na história do cinema nacional, Mazzaropi arrastou multidões para ver seus filmes. As estreias paravam São Paulo nos anos 60.  Amâncio Mazzaropi levava com sucesso para a tela grande a vida do caipira.

A comparação com o juiz pode guardar relação com o “jeitão” do personagem em muitos dos filmes: mal-humorado, dono de uma voz metálica e de um “r” arrastado que não escondiam sua origem interiorana.

Outro a receber apelido foi o procurador Deltan Dallagnol. Evangélico fervoroso, ele ganhou a alcunha de “Bispo”. Dallagnol já foi flagrado em um culto ajoelhado em meio a pastores e ameaçou iniciar uma greve de fome para a prisão do ex-presidente Lula.

O procurador Rodrigo Janot foi agraciado com o apelido de “Cavalo Branco” e o ex-procurador Marcelo Miller virou o “Maçaranduba”, personagem troglodita criado pelos humoristas do Casseta e Planeta, que repetia o bordão “Vou dar porrada”.

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