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10 de março de 2019, 09h37

Moro escala para o Coaf delegada responsável pela ação que levou reitor da UFSC ao suicídio

Erika Marena já atua no governo, na pasta de Moro, e agora será conselheira do Coaf, que levantou movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Delegada Erika Marena (Arquivo)
Reportagem de Maria Cristina Frias, na edição deste domingo (10) da Folha de S.Paulo, informa que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, nomeou a delegada Érika Mialik Marena como conselheira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão que divulgou as movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), Fabrício Queiroz. Marena, ex-delegada da Polícia Federal e apelidada de “mãe” da Operação Lava Jato, foi responsável pela ação que prendeu o reitor Luis Carlos Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina. Exposto à execração pública pela mídia corporativa, o reitor não resistiu e se matou,...

Reportagem de Maria Cristina Frias, na edição deste domingo (10) da Folha de S.Paulo, informa que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, nomeou a delegada Érika Mialik Marena como conselheira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão que divulgou as movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), Fabrício Queiroz.

Marena, ex-delegada da Polícia Federal e apelidada de “mãe” da Operação Lava Jato, foi responsável pela ação que prendeu o reitor Luis Carlos Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina. Exposto à execração pública pela mídia corporativa, o reitor não resistiu e se matou, atirando-se do alto do principal shopping da capital catarinense, em outubro de 2017.

Marena já atua no governo, na pasta de Moro, como chefe do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).

O fato de ser da Polícia Federal sinaliza que o Coaf poderá virar um braço na polícia, segundo criminalista ouvido pela Folha.

O Coaf não precisa de autorização judicial para analisar movimentação financeira. Até o governo Temer, era vinculado à Fazenda.

A possibilidade de o órgão passar a investigar pode diminuir sua capacidade para produzir relatórios de inteligência, segundo uma tributarista.

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