29 de dezembro de 2018, 12h10

Moro quer a edição de decreto para facilitar posse de armas nos 100 primeiros dias de governo

A iniciativa, também defendida por Eduardo Bolsonaro, tiraria a discussão do tema do Congresso Nacional

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Durante reunião dos futuros ministros de Jair Bolsonaro, na quinta-feira (27), Sérgio Moro sugeriu como ação prioritária para os 100 primeiros dias de governo a edição de um decreto que tenha por objetivo flexibilizar a posse de armas. A iniciativa tiraria a discussão do tema do Congresso Nacional, de acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

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No começo do mês de novembro, um dos filhos do presidente militar, Eduardo Bolsonaro havia defendido a medida, agora sugerida pelo futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública. Em 2016, Michel Temer editou um decreto presidencial que ampliou A validade do registro de armas de três para cinco anos.

Eduardo, deputado federal reeleito, mesmo sendo dono de um cargo público na Câmara, defende que se passe por cima do Parlamento e que a ampliação do acesso às armas de fogo seja efetuada por intermédio de decreto presidencial, não necessitando mais que o tema se submeta ao Legislativo.

Para ele, seu pai, Jair Bolsonaro (PSL) é quem deve ficar responsável por preparar um decreto definindo nitidamente o que é “efetiva necessidade”, cuja declaração é exigida pela Polícia Federal.

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